Em defesa da população em situação de rua
CFESS participa do 1º Congresso do Movimento Nacional da População de Rua e lança manifesto
A representante do Movimento Nacional da População de Rua, Maria Lúcia Pereira (foto: Acervo pessoal/Lucia Lopes)
Nos últimos dias, a mídia brasileira tem noticiado crimes bárbaros contra pessoas em situação de rua pelo Brasil. Cenas de extrema violência contra esses indivíduos vêm sendo exaustivamente repetidas em programas de televisão, em sua grande maioria, sensacionalistas, que pouco se preocupam em reportar com profundidade a temática. Jornais impressos e digitais fazem denúncias superficiais, com manchetes revelando a barbaridade dos crimes, como “incendiados” e “esfaqueados”, mas com pouca informação para se entender o fenômeno, que não é de agora.
Este foi um dos temas debatidos no 1º Congresso do Movimento Nacional de População de Rua, realizado em Salvador (BA) nos dias 19, 20 e 21 de março. Com o tema “Protagonizando histórias e garantindo direitos”, o evento contou com cerca de 300 participantes, representando diversos estados brasileiros, sendo a maioria de pessoas em situação ou com trajetória de rua. O CFESS esteve presente, representado pela conselheira Lucia Lopes.
Os números sobre a população em situação de rua no Brasil são sempre estimados, uma vez que o governo brasileiro nunca realizou um censo nacional desses indivíduos. A desculpa é a de que a coleta de dados dos censos é de base domiciliar, ou seja, quem não tem domicílio, não é recenseado. Mas com base em pesquisas realizadas em diferentes cidades, como Porto Alegre (RS), São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG) e Recife (PE), e do censo amostral realizado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) em 2007/2008, a estimativa é que existam cerca de 50 mil pessoas vivendo nas ruas nas cidades com mais de 300 mil habitantes e capitais brasileira.
Pessoas essas alijadas de direitos garantidos pela Constituição de 1988, como saúde, trabalho, moradia, assistência social, educação e lazer. Nem mesmo o Decreto 7.053/2009, que instituiu a Política Nacional para a População em Situação de Rua, tem dado conta da questão, e as soluções que têm aparecido são, em sua maioria, paliativas. “Nesse sentido, o 1º Congresso do Movimento da População de Rua foi fundamental, pois discutimos estratégias que poderão possibilitar avanços na direção do atendimento das necessidades e interesses dessa população”, opinou Lucia Lopes, “ainda que o maior saldo tenha sido político-organizativo”, completou.
A conselheira do CFESS Lucia Lopes marcou o posicionamento do Serviço Social sobre o tema (foto: Acervo pessoal/Lucia Lopes)
“Quando é que se poderia imaginar, há alguns anos, um congresso de moradores de rua? Hoje não estamos aqui pedindo cobertor e sopa, mas discutindo políticas públicas. É um momento histórico para nós”, disse Maria Lúcia Pereira, representante do Movimento.
A ministra da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência (SEDH), Maria do Rosário, esteve presente no Congresso para escutar as reivindicações do Movimento. A SEDH é responsável pela promoção e universalização das políticas públicas. Mesmo com as últimas notícias de que o MDS vai destinar mais dinheiro às cidades com mais de 200 mil habitantes para reestruturação dos serviços de atendimento e acolhimento oferecidos às pessoas em situação de rua, o Movimento afirma que é preciso fazer mais. “A luta é pelo acesso a todas as políticas sociais”, disse Maria Lúcia Pereira.
A conselheira do CFESS, Lucia Lopes, afirma que fatores estruturais, como a falta de moradia, trabalho e renda, fatores biográficos, como rompimento dos vínculos familiares, adversidades pessoais e doenças, e fatores ligados a desastres geográficos, como inundações e secas, mostram que o fenômeno de trajetória de rua não se explica a partir de um só determinante. Por isso, é necessário um conjunto de políticas públicas que deem conta deste leque. “Viver nas ruas não é uma opção individual. Homens e mulheres são levados a essa situação por condições impostas pela sociedade de classes organizada para defender a mercadoria e o mercado, e não a pessoa e a vida. Na base das determinações da trajetória de rua estão as causas vinculadas à estrutura da sociedade capitalista e aos processos de acumulação do capital, como a produção contínua de uma massa de desempregados/as não absorvidos/as pelo mercado”, explica Lucia Lopes.
Congresso reuniu cerca de 300 participantes em Salvador (BA) (foto: Acervo pessoal/Lucia Lopes)
Violência e preconceito: um ou outro caso é noticiado
De abril de 2011 até março deste ano, 165 pessoas em situação de rua foram mortas no Brasil. O número divulgado foi divulgado em 15 de março pelo Centro Nacional de Defesa dos Direitos Humanos da População em Situação de Rua e Catadores (CNDDH). Isso significa que pelo menos uma morte a cada dois dias.
Entretanto, segundo o Movimento da População de Rua, os números são bem maiores. “A mídia seleciona um ou outro caso, sempre os mais bárbaros, que atraem mais atenção. Mas se inúmeros crimes cometidos contra esta população são sequer notificados, imagina, então, se serão noticiados?”, critica Lucia Lopes.
Para ela, o mais grave é a conivência do Estado com a impunidade dos/as culpados/as pelos crimes horrendos e com o abandono dessa população à fome, a sua exposição ao frio, ao calor, às chuvas, ao uso de álcool e outras drogas (como estratégia de sobrevivência). “São formas de provocar a morte lenta e silenciosa dessas pessoas, como algo natural, quando, na realidade, a omissão do Estado favorece este genocídio”, denuncia a conselheira do CFESS.
CFESS Manifesta sobre o tema foi divulgado durante o evento (arte: Rafael Werkema)
CFESS Manifesta
Durante o Congresso, CFESS lançou um manifesto intitulado “Pelo direito à vida e dignidade da população em situação de rua”. O documento traz dados importantes sobre o perfil dessas pessoas, bem como posicionamento político do Conselho Federal sobre o tema, além de fazer um histórico do fenômeno e de conclamar os/as assistentes sociais a se posicionarem em defesa das lutas e interesses desse grupo populacional.
“A defesa da vida, com dignidade, pressupõe o compromisso com a liberdade como o direito de escolher entre as alternativas existentes; da democracia como a socialização da participação política, da cultura e da riqueza socialmente produzida coletivamente; dos direitos humanos como estratégia para a construção de uma sociedade igualitária que possibilite a emancipação humana, compreendida como a condição em que a satisfação das necessidades e o pleno desenvolvimento de todos e de cada um dos indivíduos sociais se torna possível. Estes são os valores defendidos pelo CFESS”, diz trecho do documento.
O CFESS Manifesta também critica a forma como o Estado vem tratando o assunto, resgatando histórias de violência e preconceito contra as pessoas em situação de rua. “A omissão do Estado e da sociedade contribui para que esse genocídio avance a passos largos, como um processo natural e não provocado. Urge reação dos movimentos sociais e defensores da justiça social”, afirma o manifesto.
Leia o CFESS Manifesta do 1º Congresso do Movimento Nacional da População de Rua
Conheça o site Fala Rua, do Movimento
Conselho Federal de Serviço Social - CFESS
Gestão Tempo de Luta e Resistência – 2011/2014
Comissão de Comunicação
sábado, 24 de março de 2012
Dia Mundial de Serviço Social
Veja a mensagem da Federação Internacional de Trabalhadores Sociais
Cartaz elaborado pela FITS
O Dia Mundial do Serviço Social, instituído pela Federação Internacional de Trabalhadores Sociais (FITS), é celebrado sempre na terceira terça-feira de março. "É a oportunidade anual para todas as organizações de Serviço Social darem visibilidade ao papel significativo do Trabalho Social e dos/as trabalhadores/as em todo mundo", diz o site da FITS neste 20 de março, afirmando que assistentes sociais de todo o mundo são pautados pelos princípios da justiça social e direitos humanos.
Em um vídeo gravado especialmente para a data, o presidente da Federação, Gary Bailey, homenageia todos/as os/as assistentes sociais do mundo, convidando/as a participarem do debate sobre os rumos da profissão e se juntarem aos compromissos firmados na Agenda Global proposta pelas entidades internacionais. "A atual situação do mundo requer unidade e engajamento em nossas ações, para uma mudança significativa em defesa da justiça social e para a implementação universal dos direitos humanos", afirma Bailey.
O presidente da FITS cita Paulo Freire, afirmando que o papel do/a assistente social não é só refletir e agir com as pessoas, mas tornar-se consciente junto com elas sobre a realidade.
Ainda no vídeo, Bailey destaca que até o dia 26 de março, Dia do Serviço Social da Organização das Nações Unidas (ONU), atividades em todo mundo devem ser realizadas para a "promoção do trabalho do/a assistente social". Neste dia será entregue à ONU o documento "Agenda Global de Serviço Social e Desenvolvimento Social – compromissos para a ação", elaborado pela FITS em conjunto com a Associação Internacional de Escolas de Trabalho Social (AIETS) e Conselho Internacional de Bem Estar Social (ICSW). Um de seus compromissos é a promoção da igualdade social e econômica, central para o enfrentamento das expressões particulares da "questão social" no capitalismo contemporâneo e para projeto ético-político profissional dos/as assistentes sociais brasileiros/as. "Nosso foco principal é nos prepararmos para o pós-2015 da agenda de desenvolvimento, que inclui, por exemplo, a iniciativa piso de proteção social, trabalho decente e normas internacionais do trabalho", completa o presidente da FITS.
Veja a mensagem de Gary Bailey
"A data do dia mundial do Serviço Social coincide, este ano, com um momento importante para o Brasil. Isso porque acabamos de realizar um Workshop com a participação da FITS, da AIETS, da Associação Latino-americana de Ensino e Pesquisa em Serviço Social (ALAIETS) e de várias organizações de trabalhadores/as sociais da América Latina, que expressou um esforço coletivo de construção de uma definição mundial de Serviço Social que respeite e contemple as particularidades regionais. Essa iniciativa pautou-se na perspectiva de defesa dos princípios ético-políticos da liberdade, democracia, direitos humanos e no combate a desigualdade, defendidos pelo projeto profissional do Serviço Social brasileiro" afirma a presidente do CFESS, Sâmya Ramos.
A conselheira Esther Lemos diz ainda que "durante o workshop realizado na semana passada, no Rio de Janeiro, deixamos claro às organizações internacionais que o Serviço Social brasileiro não se sente contemplado na atual definição da profissão, cujo conteúdo está expresso no cartaz deste ano. Houve o esforço conjunto de construirmos um texto que pudesse expressar um consenso entre as organizações nacionais da América Latina de Caribe presentes no encontro.
Ela acrescenta que, pela primeira vez, a FITS reconheceu a língua portuguesa na divulgação do Dia Mundial de Serviço Social, ao enviar um cartaz em português. "Isso é um resultado positivo das articulações políticas realizadas durante o workshop. O reconhecimento da FITS, dia 20 de março e da ONU, dia 26 de março, como Dia do Serviço Social, cria a oportunidade dos/as assistentes sociais brasileiros/as de se juntarem à luta de nossos/as colegas ao redor do mundo pela valorização da profissão", conclui.
Arte do Workshop sobre a Definição de Serviço Social Mundial (ilustração: Rafael Werkema)
Um pouco mais da agenda global
A Agenda Global para o Trabalho Social e Desenvolvimento Social traz uma série de compromissos firmados na luta comum por um mundo justo e igualitário.
"Dedicamo-nos inteiramente e com urgência para trabalhar em conjunto com as pessoas que utilizam os serviços e com outros que compartilham nossos objetivos e aspirações, para criar um mundo socialmente justo, que teremos orgulho de deixar às gerações futuras", diz trecho do documento.
Entre as prioridades elencadas na Agenda para 2012-2016, estão: promoção de igualdades sociais e econômicas; promoção da dignidade e valor dos povos; promoção da sustentabilidade ambiental; e fortalecimento do reconhecimento da importância das relações humanas.
Segundo a FITS, será estabelecido um plano de implementação das ações, com base em medidas de acompanhamento e revisão. E tudo será divulgado por meio de relatórios da Federação.
Leia a Agenda Global (em inglês) ou português
Conferência mundial em Estocolmo
O presidente da FITS, Gary Bailey, também convocou os/as assistentes sociais de todo mundo a participarem da Conferência Mundial de Serviço Social. Entre os pontos a serem debatidos está a definição, em nível internacional, da profissão.
No Workshop realizado pelo CFESS em parceria com o CRESS-RJ, este mês, no Rio de Janeiro, chegou-se a uma proposta unificada da América Latina e Caribe. O texto é mais crítico e sintonizado com o projeto ético-político profissional brasileiro, bem diferente do que vem sendo proposto pela FITS. "Construímos uma definição de Serviço Social que expressa o patrimônio teórico-metodológico e ético-político que herdamos, projetando a profissão para o futuro e para além de nossas fronteiras", afirma a conselheira do CFESS Esther Lemos. A expectativa agora é que se chegue a uma definição mundial de Serviço Social que contemple as particularidades das várias regiões do mundo.
Participe da Conferência Mundial de Serviço Social
Para relembrar
Proposta de definição mundial aprovada no Workshop, que será levada à FITS em 2012
Workshop celebra conquistas para o Serviço Social
Veja também
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Em um vídeo gravado especialmente para a data, o presidente da Federação, Gary Bailey, homenageia todos/as os/as assistentes sociais do mundo, convidando/as a participarem do debate sobre os rumos da profissão e se juntarem aos compromissos firmados na Agenda Global proposta pelas entidades internacionais. "A atual situação do mundo requer unidade e engajamento em nossas ações, para uma mudança significativa em defesa da justiça social e para a implementação universal dos direitos humanos", afirma Bailey.
O presidente da FITS cita Paulo Freire, afirmando que o papel do/a assistente social não é só refletir e agir com as pessoas, mas tornar-se consciente junto com elas sobre a realidade.
Ainda no vídeo, Bailey destaca que até o dia 26 de março, Dia do Serviço Social da Organização das Nações Unidas (ONU), atividades em todo mundo devem ser realizadas para a "promoção do trabalho do/a assistente social". Neste dia será entregue à ONU o documento "Agenda Global de Serviço Social e Desenvolvimento Social – compromissos para a ação", elaborado pela FITS em conjunto com a Associação Internacional de Escolas de Trabalho Social (AIETS) e Conselho Internacional de Bem Estar Social (ICSW). Um de seus compromissos é a promoção da igualdade social e econômica, central para o enfrentamento das expressões particulares da "questão social" no capitalismo contemporâneo e para projeto ético-político profissional dos/as assistentes sociais brasileiros/as. "Nosso foco principal é nos prepararmos para o pós-2015 da agenda de desenvolvimento, que inclui, por exemplo, a iniciativa piso de proteção social, trabalho decente e normas internacionais do trabalho", completa o presidente da FITS.
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"A data do dia mundial do Serviço Social coincide, este ano, com um momento importante para o Brasil. Isso porque acabamos de realizar um Workshop com a participação da FITS, da AIETS, da Associação Latino-americana de Ensino e Pesquisa em Serviço Social (ALAIETS) e de várias organizações de trabalhadores/as sociais da América Latina, que expressou um esforço coletivo de construção de uma definição mundial de Serviço Social que respeite e contemple as particularidades regionais. Essa iniciativa pautou-se na perspectiva de defesa dos princípios ético-políticos da liberdade, democracia, direitos humanos e no combate a desigualdade, defendidos pelo projeto profissional do Serviço Social brasileiro" afirma a presidente do CFESS, Sâmya Ramos.
A conselheira Esther Lemos diz ainda que "durante o workshop realizado na semana passada, no Rio de Janeiro, deixamos claro às organizações internacionais que o Serviço Social brasileiro não se sente contemplado na atual definição da profissão, cujo conteúdo está expresso no cartaz deste ano. Houve o esforço conjunto de construirmos um texto que pudesse expressar um consenso entre as organizações nacionais da América Latina de Caribe presentes no encontro.
Ela acrescenta que, pela primeira vez, a FITS reconheceu a língua portuguesa na divulgação do Dia Mundial de Serviço Social, ao enviar um cartaz em português. "Isso é um resultado positivo das articulações políticas realizadas durante o workshop. O reconhecimento da FITS, dia 20 de março e da ONU, dia 26 de março, como Dia do Serviço Social, cria a oportunidade dos/as assistentes sociais brasileiros/as de se juntarem à luta de nossos/as colegas ao redor do mundo pela valorização da profissão", conclui.
Arte do Workshop sobre a Definição de Serviço Social Mundial (ilustração: Rafael Werkema)
Um pouco mais da agenda global
A Agenda Global para o Trabalho Social e Desenvolvimento Social traz uma série de compromissos firmados na luta comum por um mundo justo e igualitário.
"Dedicamo-nos inteiramente e com urgência para trabalhar em conjunto com as pessoas que utilizam os serviços e com outros que compartilham nossos objetivos e aspirações, para criar um mundo socialmente justo, que teremos orgulho de deixar às gerações futuras", diz trecho do documento.
Entre as prioridades elencadas na Agenda para 2012-2016, estão: promoção de igualdades sociais e econômicas; promoção da dignidade e valor dos povos; promoção da sustentabilidade ambiental; e fortalecimento do reconhecimento da importância das relações humanas.
Segundo a FITS, será estabelecido um plano de implementação das ações, com base em medidas de acompanhamento e revisão. E tudo será divulgado por meio de relatórios da Federação.
Leia a Agenda Global (em inglês) ou português
Conferência mundial em Estocolmo
O presidente da FITS, Gary Bailey, também convocou os/as assistentes sociais de todo mundo a participarem da Conferência Mundial de Serviço Social. Entre os pontos a serem debatidos está a definição, em nível internacional, da profissão.
No Workshop realizado pelo CFESS em parceria com o CRESS-RJ, este mês, no Rio de Janeiro, chegou-se a uma proposta unificada da América Latina e Caribe. O texto é mais crítico e sintonizado com o projeto ético-político profissional brasileiro, bem diferente do que vem sendo proposto pela FITS. "Construímos uma definição de Serviço Social que expressa o patrimônio teórico-metodológico e ético-político que herdamos, projetando a profissão para o futuro e para além de nossas fronteiras", afirma a conselheira do CFESS Esther Lemos. A expectativa agora é que se chegue a uma definição mundial de Serviço Social que contemple as particularidades das várias regiões do mundo.
Participe da Conferência Mundial de Serviço Social
Para relembrar
Proposta de definição mundial aprovada no Workshop, que será levada à FITS em 2012
Workshop celebra conquistas para o Serviço Social
Veja também
Mensagem de Laura Acotto (FITS América Latina/Caribe)
Mensagem de Abye Tasse (AIETS)
Mensagem de Nicolai Paulsen (FITS Europa)
Conselho Federal de Serviço Social - CFESS
Gestão Tempo de Luta e Resistência – 2011/2014
Comissão de Comunicação
sexta-feira, 23 de março de 2012
INSCRIÇÕES CONTINUAM ABERTAS para o CETEP. 2770-0828 ou 2762-4025 - Manipulador de Alimentos, Técnicas Básicas de Recepcionista com Ênfase em Eventos, Leitura e Interpretação de Desenho Técnico, Técnicas Básicas de Administração e Logística, Contabilidade Básica, Noções Básicas de Matemática Financeira, Matemática Básica para Concurso, Curso Básico de Almoxarife, Gerenciamento de Projetos, Técnicas Básicas de Recursos Humanos, Técnic...as Básicas em Departamento Pessoal, Noções Básicas de Segurança do Trabalho, Português para concursos, Telefonista, AutoCAD, Técnicas Básicas de Organização de Arquivos, NR 10, Agente Ambiental, Informática Básica, Informática Avançada, Gerenciamento de Resíduos Sólidos, Noções Básicas de Hidráulica Residencial, Técnicas Básicas de Sistema de Gestão baseados nas NBR ISO 9001, NBR ISO 14001 e OSHAS 18001, Eletricidade Residencial Básica, Como se escrever um livro, Inglês Básico e Inglês Intermediário. No C.M. Sandra Araújo, C.M. Profª Elza Ibrahim, e C.M. Samuel Brust há vagas para Inglês Básico e Informática Básica. Na Escola de Qualificação de Córrego do Ouro, Curso de Bombons Finos. No COPA, Salgadeiro, Pizzaiolo, Bombons Finos e de Panificação. Na E.M.Jofre Frossard, Técnicas Básicas de Recepcionista com Ênfase em Hotelaria, no C.M.Eraldo Mussi, Curso Básico de Almoxarife, Informática Básica e Inglês Básico. No Ciep Darcy Ribeiro, Curso Operador de Telemarketing, Informática Básica e Inglês Básico. Na Pousada da Cidadania, Leitura Dinâmica. Na E.M. Jacira Tavares Durval, vagas para Informática Básica. Na Escola de Qualificação da Imbetiba, Curso Básico de Costura. No C.M. Claudio Moacir, Grafitti. No C.M. Ivete Santana no Frade vagas para Informática e Inglês Básicos.
sexta-feira, 16 de março de 2012
Fábrica da Cidadania inicia oficina itinerante
Jornalista: Joice Trindade
Começa na próxima terça-feira (20) o projeto Oficina Itinerante da Fábrica da Cidadania. A programação gratuita será ministrada das 9h às 17h, na Praça Veríssimo de Mello, para jovens e adultos durante 15 dias. Os interessados em participar das aulas de Iniciação à Informática terão a chance de se inscrever um dia antes da realização dos cursos, segunda-feira (19), na própria praça das 10h às 17h, munidos de documentos pessoais.
As aulas vão abranger a cada dia da semana Windows, Word, Excell e Power Point. Para cada semana serão oferecidas 40 vagas. Até o mês de abril, as oficinas serão ministradas nas praças dos bairros. O coordenador do Programa Macaé Inteligente, que inclui a Fábrica da Cidadania e as Lans Houses Públicas, José Vicente Rodrigues, explica que em breve o cronograma das datas e pontos de realização dos cursos será divulgado.
A previsão é que os cursos vão acontecer no prazo máximo de sete dias, inicialmente nas praças do Aeroporto e Visconde.
Para cada bairro serão oferecidas 10 vagas. “O objetivo da Prefeitura de Macaé, por meio da Secretaria de Educação, é disseminar o conhecimento digital”, ressalta.
Mais inscrições- Também estão abertas as inscrições para o módulo do curso de Manutenção de Notebooks. Os interessados devem comparecer na Fábrica da Cidadania até o dia 30. Inicialmente, a coordenação vai ministrar o curso no turno da noite com possibilidade de ampliação para o turno da tarde. Para este curso serão abertas 20 vagas. As aulas estão previstas para começar na segunda semana de abril.
Segundo o coordenador José Vicente Rodrigues, antes de iniciar o curso, os candidatos também terão que participar de prova de habilidades marcada para o dia quatro de abril. A avaliação vai constar de questões específicas de hardware. A Fábrica da Cidadania também vai oferecer o curso de Linnux. As inscrições vão acontecer entre os dias 2 a 27 de abril. Os cursos de Notebook e de Linux, terão duração de um mês cada um.
As aulas vão abranger a cada dia da semana Windows, Word, Excell e Power Point. Para cada semana serão oferecidas 40 vagas. Até o mês de abril, as oficinas serão ministradas nas praças dos bairros. O coordenador do Programa Macaé Inteligente, que inclui a Fábrica da Cidadania e as Lans Houses Públicas, José Vicente Rodrigues, explica que em breve o cronograma das datas e pontos de realização dos cursos será divulgado.
A previsão é que os cursos vão acontecer no prazo máximo de sete dias, inicialmente nas praças do Aeroporto e Visconde.
Para cada bairro serão oferecidas 10 vagas. “O objetivo da Prefeitura de Macaé, por meio da Secretaria de Educação, é disseminar o conhecimento digital”, ressalta.
Mais inscrições- Também estão abertas as inscrições para o módulo do curso de Manutenção de Notebooks. Os interessados devem comparecer na Fábrica da Cidadania até o dia 30. Inicialmente, a coordenação vai ministrar o curso no turno da noite com possibilidade de ampliação para o turno da tarde. Para este curso serão abertas 20 vagas. As aulas estão previstas para começar na segunda semana de abril.
Segundo o coordenador José Vicente Rodrigues, antes de iniciar o curso, os candidatos também terão que participar de prova de habilidades marcada para o dia quatro de abril. A avaliação vai constar de questões específicas de hardware. A Fábrica da Cidadania também vai oferecer o curso de Linnux. As inscrições vão acontecer entre os dias 2 a 27 de abril. Os cursos de Notebook e de Linux, terão duração de um mês cada um.
A Prefeitura de Macaé está disponibilizando vagas para 33 cursos de qualificação profissional gratuitos, somando um total de duas mil vagas. As oportunidades são oferecidas pela Secretaria Municipal de Educação, por meio do Centro de Educação Tecnológica e Profissional (Cetep) e atenderão bairros como Centro, Barra, Ajuda, Córrego do Ouro, Botafogo, Aeroporto, Malvinas e Nova Holanda. A carga horária dos cursos varia entre 40 e 360 horas e tem o objetivo de atender a todos que precisam se qualificar para o mercado de trabalho.
Todos os cursos são oferecidos e subsidiados integralmente pela Prefeitura Municipal de Macaé. As aulas começam na primeira quinzena de março. Os interessados a devem procurar o Cetep, que fica na Rua Alfredo Backer, 363, de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h. Para as inscrições são necessários os seguintes documentos: cópia de carteira de Identidade, CPF, Título de Eleitor, Comprovante de Residência, Comprovante Escolar, foto 3x4, Certidão de Casamento ou Nascimento e PIS. As inscrições só podem ser feitas pelo próprio candidato e não há reservas de vagas.
Além dos cursos regulares, prossegue a oferta de cursos preparatórios para concurso: O Cetep já iniciou uma turma para os candidatos que concorrerão à vaga de telefonista no concurso da Câmara Municipal. O certificado desse curso é uma exigência no edital - uma outra turma começa dia 1º de março. Também poderão ser formadas turmas sobre legislação do SUS, do concurso da Prefeitura, entre outros.
Comprovando o sucesso dos cursos oferecidos, somente nos dois primeiros meses de 2012, mais de 600 pessoas já foram inscritas pelo Cetep. Em janeiro, 158 pessoas concluíram os cursos, enquanto que em fevereiro 450 pessoas se inscreveram nos cursos do Cetep. Mais informações através do telefone 2770-0828 ou 2762-4025 ou pelo e-mail cetep@macae.rj.gov.br. Já nas redes sociais os endereços são os seguintes: @cetepcursos (Twitter), Cetepmacaé (Facebook e Orkut).
Os cursos que estão com as inscrições abertas são: Agente Ambiental, Auxiliar de Cabeleireiro (Escovista), Auxiliar de Costureira, Auxiliar de Laboratório de Análises Clínicas, Auxiliar de Saúde Bucal, Cuidador de Idosos, Cuidador Infantil, Básico de Almoxarife, Básico de Decoupage em Caixas de MDF, Básico de Pizzaiolo, Básico de Salgadeiro, Bombons Finos, Telefonista, Eletricista Predial (Pereirão), Operador de Telemarketing, Básico de Panificação, Gerenciamento de Projetos, Gerenciamento de Resíduos Sólidos, Grafiti, Informática Avançada, Informática Básica, Informática para Iniciantes Alfabetização Digital, Inglês Básico, Leitura e Interpretação de Desenho Técnico, Manicure e Pedicuro, Manipulador de Alimentos, Matemática Básica para Concurso, Montagem e Manutenção de Microcomputadores, Noções Básicas de Matemática Financeira, NR 10, Português para concursos, QSMS e Relações Humanas.
Prefeitura abre inscrições para mais de mil vagas em cursos gratuitos
Jornalista: Waleska Freire
A Secretaria de Educação de Macaé está com inscrições abertas para 35 cursos de qualificação gratuitos, que serão ministrados a partir do dia 09 de abril em diferentes unidades de ensino. Ao todo são mais de mil vagas oferecidas. o objetivo é descentralizar os cursos para que toda população tenha a oportunidade de se preparar para o mercado de trabalho.
Todos os cursos são oferecidos e subsidiados integralmente pela Prefeitura. Os interessados devem procurar o CETEP, que fica na Rua Alfredo Backer, 363, de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h. Para as inscrições são necessários os seguintes documentos: cópia de carteira de Identidade, CPF, Título de Eleitor, Comprovante de Residência, Comprovante Escolar, foto 3x4, Certidão de Casamento ou Nascimento e PIS. As inscrições só podem ser feitas pelo próprio candidato e não há reservas de vagas.
Os cursos serão realizados nas seguintes unidades: Centro de Educação Tecnológica e Profissional (CETEP), Colégio Maria Isabel, Escola de Qualificação de Córrego do Ouro e Imbetiba, Complexo Popular de Alimentação (COPA), na Barra; Escola Jofre Frossard, no Botafogo, Colégio Eraldo Mussi, na Malvinas, Ciep Darcy Ribeiro, na Nova Holanda, Pousada da Cidadania, Escola Jacyra Tavares Durval, em Novo Cavaleiro; Colégio Ivete Santana de Aguiar, no Frade, Colégio Elza Ibrahim, na Ajuda, Colégio Samuel Brust, na Fronteira e Colégio Sandra Araújo no Sol e Mar.
No Centro da cidade as pessoas poderão se inscrever nos cursos que serão dados no CETEP e Maria Isabel: Manipulador de Alimentos, Técnicas Básicas de Recepcionista com Ênfase em Eventos, Leitura e Interpretação de Desenho Técnico, Técnicas Básicas de Administração e Logística, Contabilidade Básica, Noções Básicas de Matemática Financeira, Matemática Básica para Concurso, Curso Básico de Almoxarife, Gerenciamento de Projetos, Técnicas Básicas de Recursos Humanos, Técnicas Básicas em Departamento Pessoal, Noções Básicas de Segurança do Trabalho, Português para concursos, Telefonista, AutoCAD, Técnicas Básicas de Organização de Arquivos, NR 10, Agente Ambiental, Informática Avançada, Informática Básica, Gerenciamento de Resíduos Sólidos, Noções Básicas de Hidráulica Residencial, Técnicas Básicas de Sistema de Gestão baseados nas NBR ISO 9001, NBR ISO 14001 e OSHAS 18001, Eletricidade Residencial Básica, Como se escrever um livro, Inglês Intermediário e Inglês Básico.
No C.M. Sandra Araújo, C.M. Profª Elza Ibrahim, e C.M. Samuel Brust há vagas para Inglês Básico. Na Escola de Qualificação de Córrego do Ouro, Curso de Bombons Finos. No COPA, Salgadeiro, Pizzaiolo e de Panificação. Na E.M.Jofre Frossard, Técnicas Básicas de Recepcionista com Ênfase em Hotelaria, No C.M.Eraldo Mussi, Curso Básico de Almoxarife, Informática Básica e Inglês Básico. No Ciep Darcy Ribeiro, Curso Operador de Telemarketing, Informática Básica e Inglês Básico. Na Pousada da Cidadania, Leitura Dinâmica. Na E.M. Jacira Tavares Durval e no Frade, vagas para Informática Básica. Na Escola de Qualificação da Imbetiba, Curso Básico de Costura.
Mais informações através do telefone 2770-0828 ou 2762-4025 ou pelo e-mail cetep@macae.rj.gov.br. Já nas redes sociais os endereços são os seguintes: @cetepcursos (Twitter), Cetepmacaé (Facebook e Orkut).
Todos os cursos são oferecidos e subsidiados integralmente pela Prefeitura. Os interessados devem procurar o CETEP, que fica na Rua Alfredo Backer, 363, de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h. Para as inscrições são necessários os seguintes documentos: cópia de carteira de Identidade, CPF, Título de Eleitor, Comprovante de Residência, Comprovante Escolar, foto 3x4, Certidão de Casamento ou Nascimento e PIS. As inscrições só podem ser feitas pelo próprio candidato e não há reservas de vagas.
Os cursos serão realizados nas seguintes unidades: Centro de Educação Tecnológica e Profissional (CETEP), Colégio Maria Isabel, Escola de Qualificação de Córrego do Ouro e Imbetiba, Complexo Popular de Alimentação (COPA), na Barra; Escola Jofre Frossard, no Botafogo, Colégio Eraldo Mussi, na Malvinas, Ciep Darcy Ribeiro, na Nova Holanda, Pousada da Cidadania, Escola Jacyra Tavares Durval, em Novo Cavaleiro; Colégio Ivete Santana de Aguiar, no Frade, Colégio Elza Ibrahim, na Ajuda, Colégio Samuel Brust, na Fronteira e Colégio Sandra Araújo no Sol e Mar.
No Centro da cidade as pessoas poderão se inscrever nos cursos que serão dados no CETEP e Maria Isabel: Manipulador de Alimentos, Técnicas Básicas de Recepcionista com Ênfase em Eventos, Leitura e Interpretação de Desenho Técnico, Técnicas Básicas de Administração e Logística, Contabilidade Básica, Noções Básicas de Matemática Financeira, Matemática Básica para Concurso, Curso Básico de Almoxarife, Gerenciamento de Projetos, Técnicas Básicas de Recursos Humanos, Técnicas Básicas em Departamento Pessoal, Noções Básicas de Segurança do Trabalho, Português para concursos, Telefonista, AutoCAD, Técnicas Básicas de Organização de Arquivos, NR 10, Agente Ambiental, Informática Avançada, Informática Básica, Gerenciamento de Resíduos Sólidos, Noções Básicas de Hidráulica Residencial, Técnicas Básicas de Sistema de Gestão baseados nas NBR ISO 9001, NBR ISO 14001 e OSHAS 18001, Eletricidade Residencial Básica, Como se escrever um livro, Inglês Intermediário e Inglês Básico.
No C.M. Sandra Araújo, C.M. Profª Elza Ibrahim, e C.M. Samuel Brust há vagas para Inglês Básico. Na Escola de Qualificação de Córrego do Ouro, Curso de Bombons Finos. No COPA, Salgadeiro, Pizzaiolo e de Panificação. Na E.M.Jofre Frossard, Técnicas Básicas de Recepcionista com Ênfase em Hotelaria, No C.M.Eraldo Mussi, Curso Básico de Almoxarife, Informática Básica e Inglês Básico. No Ciep Darcy Ribeiro, Curso Operador de Telemarketing, Informática Básica e Inglês Básico. Na Pousada da Cidadania, Leitura Dinâmica. Na E.M. Jacira Tavares Durval e no Frade, vagas para Informática Básica. Na Escola de Qualificação da Imbetiba, Curso Básico de Costura.
Mais informações através do telefone 2770-0828 ou 2762-4025 ou pelo e-mail cetep@macae.rj.gov.br. Já nas redes sociais os endereços são os seguintes: @cetepcursos (Twitter), Cetepmacaé (Facebook e Orkut).
quinta-feira, 15 de março de 2012
Brasil sedia reunião do Comitê Mercosul
Além da FITS, CFESS recebe representantes do Paraguai, Uruguai, Argentina, Porto Rico e Chile
Comitê Mercosul debate no Rio de Janeiro (foto: Diogo Adjuto)
A 28ª reunião do Comitê Mercosul de Organizações Profissionais de Trabalho Social/Serviço Social ocorreu no Rio de Janeiro (RJ), na última quarta-feira, 7 de março, antecedendo a realização do Workshop sobre a Definição de Serviço Social da Federação Internacional de Trabalhadores Sociais (FITS), organizado pelo CFESS com o apoio do CRESS-RJ.
Participaram da reunião os/as conselheiros do CFESS Sâmya Ramos, Esther Lemos, Maurílio Matos, Ramona Carlos, Rosa Prédes e Erivã Velasco. Pelas entidades internacionais, marcaram presença os/as assistentes sociais Analia Fresco (APSSTS – Paraguai), atualmente na coordenação do Comitê, Carmen Rivera e Esterla Cortez (CPTSPR - Porto Rico), Rodolfo Martinez e Clara Piriz (ADASU – Uruguai), Silvana Martinez (FAAPSS – Argentina), Malvina Ponce de Léon e Alicia Yáñez (CASC – Chile). Pela FITS, estiveram no momento inicial do encontro o Secretário-geral, Rory Truell, o presidente para Europa, Nicolai Paulsen e o gerente de Comunicação da FITS, René Schegg, além do professor Abye Tasse, pela Associação Internacional de Escolas de Serviço Social (AIETS). A presidente para América Latina e Caribe, Laura Acotto, também esteve durante toda a reunião.
Entre os temas em pauta, representantes de entidades do Chile, Paraguai, Uruguai, Argentina e Porto Rico debateram sobre a proposta de regulamento do funcionamento do Comitê, deliberando pela ampliação para além dos Estados-Parte do Mercosul. Segundo Rodolfo Martinez, presidente da ADASU, o encaminhamento "representa um marco em sua história, a partir da decisão política de um espaço latino-americano e caribeño de organizações profissionais de Serviço Social". Ele acrescentou que "esta decisão implica em importantes desafíos, entre eles o da comunicação e da construção de acordos nos prováveis conflitos que poderão aparecer. Sem dúvida, existem antecedentes que abrem espaço para a pretensão de integração do trabalho social nessa região como possível".
Representantes do Uruguai fazem sua intervenção na reunião (foto: Diogo Adjuto)
O mandato de Ivanete Boschetti, expresidente do CFESS, como vogal da FITS para a América Latina e Caribe termina em 2012. Na Assembleia da FITS em Estocolmo, em julho deste ano, haverá nova eleição. A ADASU apresentou a candidatura do Uruguai, com o nome de Rodolfo Martinez para substituir Ivanete, tendo todo o apoio das organizações presentes na reunião do Comitê Mercosul.
Também foi discutida a proposta de definição mundial de Serviço Social a ser apresentada à FITS pelos países da América Latina e Caribe. Encaminharam contribuições para o Workshop as organizações profissionais da Argentina, Porto Rico e Uruguai, a partir da proposta de texto encaminhada pelo Brasil, cujo conteúdo foi tema do workshop realizado nos dias 8 e 9 de março.
A presidente do CFESS deu início ao encontro, destacando a importância da presença de todas as entidades, tanto para o Comitê quanto para o Workshop. "Além de fomentar nosso debate sobre a definição mundial, o encontro das diversas entidades aqui presentes fortalece nossa luta pela articulação política das organizações profissionais da América Latina, na perspectiva de ampliar a influência e a mobilização no cenário internacional", ressaltou.
Na abertura, o secretário-geral da FITS, Rory Truell, antecipou o debate do workshop: "Sabemos que vocês têm uma grande luta em defesa do Serviço Social e esperamos a colaboração da América Latina no processo de elaboração da nova definição", afirmou.
A presidente da FITS para America Latina e Caribe, Laura Acotto, relembrou que os países latino-americanos têm mantido uma posição constante de diálogo sobre as propostas do Comitê para a região, ressaltando a participação ativa do CFESS. "Estamos satisfeitos de chegar a essa reunião e ao workshop com todo o impulso dado pelo CFESS a essa proposta, de modo que desejo que saiamos daqui com estratégias consolidadas para enfrentar tantos desafios", observou.
O encontro seguiu adiante com os informes por países, apresentando a conjuntura político-econômica, as lutas sociais e a atuação dos assistentes sociais de cada região.
A presidente do CFESS, Sâmya Ramos, e a conselheira Esther Lemos, durante o encontro (foto: Diogo Adjuto)
A conselheira Esther Lemos avaliou como extremamente positiva a reunião do grupo. Segundo ela, a posição do Comitê Mercosul, tomada na reunião de Mar Del Plata em 2000 sobre a Definição de Serviço Social aprovada pela FITS, foi um marco histórico, que permitiu uma tomada de posição coletiva e firme diante das demais organizações profissionais. "Seguindo aquela decisão, a atual reunião foi estratégica para nos prepararmos como região para a Assembleia da FITS em Estocolmo", observou.
Ao fim do encontro, o Comitê aprovou a Declaração do Rio de Janeiro, com os compromissos assumidos e as deliberações aprovadas pelo grupo nesta ocasião. A carta pode ser lida ao final desta matéria. (Clique para a ler o documento)
ABEPSS promove reunião
Com o tema "O ensino superior na América Latina e seus rebatimentos no Serviço Social – O impacto da Política de Educação Superior dos nossos países na formação profissional dos/as assistentes sociais", a Abepss, juntamente com o CFESS, promoveu uma reunião entre representantes da Associação, professores da Escola de Serviço Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), os assistentes sociais Rory Truell e Nicolai Paulsen (FITS) e Abye Tasse (AIETS), bem como a professora Lorena Molina (ALAEITS – Costa Rica). A coordenadora da Comissão de Formação Profissional e Relações Internacionais do CFESS, Juliana Melim, também esteve presente.
A presidente da Abepss, Claudia Mônica dos Santos, explicou que a entidade está estruturando um GT de Relações Internacionais, não somente entre países da America latina, mas com outros países do mundo, para debater o ensino superior em Serviço Social, bem como as políticas de educação nessa área.
A professora Lorena Molina fez um breve histórico da Associação Latino-americana de Ensino e Pesquisa em Serviço Social (ALAEITS), da qual é presidente. "Nossa entidade atua em uma conjuntura na qual as políticas neoliberais acirram as desigualdades sociais, reduzem os serviços públicos, e desvalorizam a educação superior pública e gratuita", disse. Ela afirmou também que é fundamental e necessária a elaboração de projetos de pesquisas "que nos permita identificar as características da formação profissional em Serviço Social que temos na América Latina e em todo o mundo".
Grupo se reúne na UFRJ (foto: Diogo Adjuto)
Em seguida, Claudia Mônica dos Santos e a conselheira do CFESS Juliana Melim situaram a realidade brasileira para os/as presentes. Segundo elas, o Brasil vive um período de mercantilização do ensino, diminuição dos recursos para educação pública superior e para educação de um modo geral. "Quando falamos de formação profissional, não defendemos apenas uma formação técnica, mas uma reflexão sobre o porquê e o para quê de nossa atuação", definiu Claudia Mônica.
Juliana Melim explicou ainda a função e o papel do CFESS no Brasil, falou dos dossiês sobre o Ensino a Distância em Serviço Social e das ilegalidades identificadas em diversas faculdades que oferecem essa modalidade, além de citar a Campanha do CFESS "Educação não é fast-food: diga não para a graduação a distância em Serviço Social", suspensa pela Justiça.
O representante da FITS para a Europa Nicolai Paulsen registrou que, embora cada país estabeleça normas e diretrizes para formação profissional, a União Europeia possui diretrizes e normas para esse processo. Esse procedimento permite que os/as assistentes sociais possam trabalhar em outros países. "Sabemos que o Serviço Social depende da conjuntura histórica, mas entendemos que o desafio para a integração entre os vários projetos de formação ao redor do mundo é grande e nosso objetivo é debatê-los", resumiu.
Este momento oportunizado pela presença das organizações internacionais responsáveis pela política de formação profissional na América Latina e no mundo teve o objetivo de estreitar o vínculo com as organizações brasileiras e apresentar as particularidades da realidade nacional.
Leia a Declaração do Rio de Janeiro
Além da FITS, CFESS recebe representantes do Paraguai, Uruguai, Argentina, Porto Rico e Chile
Comitê Mercosul debate no Rio de Janeiro (foto: Diogo Adjuto)
A 28ª reunião do Comitê Mercosul de Organizações Profissionais de Trabalho Social/Serviço Social ocorreu no Rio de Janeiro (RJ), na última quarta-feira, 7 de março, antecedendo a realização do Workshop sobre a Definição de Serviço Social da Federação Internacional de Trabalhadores Sociais (FITS), organizado pelo CFESS com o apoio do CRESS-RJ.
Participaram da reunião os/as conselheiros do CFESS Sâmya Ramos, Esther Lemos, Maurílio Matos, Ramona Carlos, Rosa Prédes e Erivã Velasco. Pelas entidades internacionais, marcaram presença os/as assistentes sociais Analia Fresco (APSSTS – Paraguai), atualmente na coordenação do Comitê, Carmen Rivera e Esterla Cortez (CPTSPR - Porto Rico), Rodolfo Martinez e Clara Piriz (ADASU – Uruguai), Silvana Martinez (FAAPSS – Argentina), Malvina Ponce de Léon e Alicia Yáñez (CASC – Chile). Pela FITS, estiveram no momento inicial do encontro o Secretário-geral, Rory Truell, o presidente para Europa, Nicolai Paulsen e o gerente de Comunicação da FITS, René Schegg, além do professor Abye Tasse, pela Associação Internacional de Escolas de Serviço Social (AIETS). A presidente para América Latina e Caribe, Laura Acotto, também esteve durante toda a reunião.
Entre os temas em pauta, representantes de entidades do Chile, Paraguai, Uruguai, Argentina e Porto Rico debateram sobre a proposta de regulamento do funcionamento do Comitê, deliberando pela ampliação para além dos Estados-Parte do Mercosul. Segundo Rodolfo Martinez, presidente da ADASU, o encaminhamento "representa um marco em sua história, a partir da decisão política de um espaço latino-americano e caribeño de organizações profissionais de Serviço Social". Ele acrescentou que "esta decisão implica em importantes desafíos, entre eles o da comunicação e da construção de acordos nos prováveis conflitos que poderão aparecer. Sem dúvida, existem antecedentes que abrem espaço para a pretensão de integração do trabalho social nessa região como possível".
Representantes do Uruguai fazem sua intervenção na reunião (foto: Diogo Adjuto)
O mandato de Ivanete Boschetti, expresidente do CFESS, como vogal da FITS para a América Latina e Caribe termina em 2012. Na Assembleia da FITS em Estocolmo, em julho deste ano, haverá nova eleição. A ADASU apresentou a candidatura do Uruguai, com o nome de Rodolfo Martinez para substituir Ivanete, tendo todo o apoio das organizações presentes na reunião do Comitê Mercosul.
Também foi discutida a proposta de definição mundial de Serviço Social a ser apresentada à FITS pelos países da América Latina e Caribe. Encaminharam contribuições para o Workshop as organizações profissionais da Argentina, Porto Rico e Uruguai, a partir da proposta de texto encaminhada pelo Brasil, cujo conteúdo foi tema do workshop realizado nos dias 8 e 9 de março.
A presidente do CFESS deu início ao encontro, destacando a importância da presença de todas as entidades, tanto para o Comitê quanto para o Workshop. "Além de fomentar nosso debate sobre a definição mundial, o encontro das diversas entidades aqui presentes fortalece nossa luta pela articulação política das organizações profissionais da América Latina, na perspectiva de ampliar a influência e a mobilização no cenário internacional", ressaltou.
Na abertura, o secretário-geral da FITS, Rory Truell, antecipou o debate do workshop: "Sabemos que vocês têm uma grande luta em defesa do Serviço Social e esperamos a colaboração da América Latina no processo de elaboração da nova definição", afirmou.
A presidente da FITS para America Latina e Caribe, Laura Acotto, relembrou que os países latino-americanos têm mantido uma posição constante de diálogo sobre as propostas do Comitê para a região, ressaltando a participação ativa do CFESS. "Estamos satisfeitos de chegar a essa reunião e ao workshop com todo o impulso dado pelo CFESS a essa proposta, de modo que desejo que saiamos daqui com estratégias consolidadas para enfrentar tantos desafios", observou.
O encontro seguiu adiante com os informes por países, apresentando a conjuntura político-econômica, as lutas sociais e a atuação dos assistentes sociais de cada região.
A presidente do CFESS, Sâmya Ramos, e a conselheira Esther Lemos, durante o encontro (foto: Diogo Adjuto)
A conselheira Esther Lemos avaliou como extremamente positiva a reunião do grupo. Segundo ela, a posição do Comitê Mercosul, tomada na reunião de Mar Del Plata em 2000 sobre a Definição de Serviço Social aprovada pela FITS, foi um marco histórico, que permitiu uma tomada de posição coletiva e firme diante das demais organizações profissionais. "Seguindo aquela decisão, a atual reunião foi estratégica para nos prepararmos como região para a Assembleia da FITS em Estocolmo", observou.
Ao fim do encontro, o Comitê aprovou a Declaração do Rio de Janeiro, com os compromissos assumidos e as deliberações aprovadas pelo grupo nesta ocasião. A carta pode ser lida ao final desta matéria. (Clique para a ler o documento)
ABEPSS promove reunião
Com o tema "O ensino superior na América Latina e seus rebatimentos no Serviço Social – O impacto da Política de Educação Superior dos nossos países na formação profissional dos/as assistentes sociais", a Abepss, juntamente com o CFESS, promoveu uma reunião entre representantes da Associação, professores da Escola de Serviço Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), os assistentes sociais Rory Truell e Nicolai Paulsen (FITS) e Abye Tasse (AIETS), bem como a professora Lorena Molina (ALAEITS – Costa Rica). A coordenadora da Comissão de Formação Profissional e Relações Internacionais do CFESS, Juliana Melim, também esteve presente.
A presidente da Abepss, Claudia Mônica dos Santos, explicou que a entidade está estruturando um GT de Relações Internacionais, não somente entre países da America latina, mas com outros países do mundo, para debater o ensino superior em Serviço Social, bem como as políticas de educação nessa área.
A professora Lorena Molina fez um breve histórico da Associação Latino-americana de Ensino e Pesquisa em Serviço Social (ALAEITS), da qual é presidente. "Nossa entidade atua em uma conjuntura na qual as políticas neoliberais acirram as desigualdades sociais, reduzem os serviços públicos, e desvalorizam a educação superior pública e gratuita", disse. Ela afirmou também que é fundamental e necessária a elaboração de projetos de pesquisas "que nos permita identificar as características da formação profissional em Serviço Social que temos na América Latina e em todo o mundo".
Grupo se reúne na UFRJ (foto: Diogo Adjuto)
Em seguida, Claudia Mônica dos Santos e a conselheira do CFESS Juliana Melim situaram a realidade brasileira para os/as presentes. Segundo elas, o Brasil vive um período de mercantilização do ensino, diminuição dos recursos para educação pública superior e para educação de um modo geral. "Quando falamos de formação profissional, não defendemos apenas uma formação técnica, mas uma reflexão sobre o porquê e o para quê de nossa atuação", definiu Claudia Mônica.
Juliana Melim explicou ainda a função e o papel do CFESS no Brasil, falou dos dossiês sobre o Ensino a Distância em Serviço Social e das ilegalidades identificadas em diversas faculdades que oferecem essa modalidade, além de citar a Campanha do CFESS "Educação não é fast-food: diga não para a graduação a distância em Serviço Social", suspensa pela Justiça.
O representante da FITS para a Europa Nicolai Paulsen registrou que, embora cada país estabeleça normas e diretrizes para formação profissional, a União Europeia possui diretrizes e normas para esse processo. Esse procedimento permite que os/as assistentes sociais possam trabalhar em outros países. "Sabemos que o Serviço Social depende da conjuntura histórica, mas entendemos que o desafio para a integração entre os vários projetos de formação ao redor do mundo é grande e nosso objetivo é debatê-los", resumiu.
Este momento oportunizado pela presença das organizações internacionais responsáveis pela política de formação profissional na América Latina e no mundo teve o objetivo de estreitar o vínculo com as organizações brasileiras e apresentar as particularidades da realidade nacional.
Leia a Declaração do Rio de Janeiro
Simpósio internacional debate trabalho e formação profissional
Agenda global esteve entre os assuntos em pauta
Participantes lotam Capela Ecumênica durante o Simpósio Internacional (foto: Diogo Adjuto)
Em seguida ao Workshop sobre a definição mundial de Serviço Social, o CFESS promoveu o Simpósio Internacional Fundamentos e perspectivas do Serviço Social no mundo: trabalho e formação profissional. Com o apoio do CRESS-RJ, o evento contou com quase 200 participantes, dentre assistentes sociais do Brasil e do mundo, estudantes, além de conselheiros/as do CFESS e de 17 CRESS. O evento ocorreu na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) na tarde do dia 9 de março.
Na mesa de abertura, a diretora da Faculdade de Serviço Social da UERJ, Cleier Marconsin, registrou o momento como de extrema importância para a categoria em âmbito mundial. “O debate proposto aqui é fundamental, em função da necessidade de que se tenha um avanço no entendimento do Serviço Social enquanto profissão que busca garantir direitos sociais para a classe trabalhadora em todo o mundo”, afirmou.
Após a professora, o presidente do CRESS 7ª Região – RJ, Charles Toniolo, apontou a importância de se fortalecer a discussão sobre “as concepções teóricas, os princípios ético-políticos e a prática do Serviço Social”. “Refletir sobre esses aspectos nos possibilitará a evolução de nossos processos de formação e do próprio exercício do/a assistente social”, disse o presidente.
Mesa de abertura do evento (foto: Diogo Adjuto)
Para a Coordenadora de Formação Político-profissional da ENESSO, Rayara Fernandes, o Simpósio se torna ainda mais relevante, pois dialoga com sujeitos de organizações profissionais que vivenciam outras realidades. “Enquanto estudantes em processo de formação, queremos participar da história de construção de nossa profissão no Brasil e na América Latina”, frisou a estudante.
Também à mesa, a presidente da Abepss, Claudia Mônica dos Santos destacou a necessidade da discussão da formação profissional à distância em Serviço Social, diante dos dados que apontam que “hoje, temos 541 cursos de Serviço Social autorizados pelo MEC, dos quais 38% já são à distância, o que mostra um dado preocupante para a formação e o exercício profissional”. A presidente também fez a divulgação da nova edição da revista Temporalis, produzida pela associação, bem como de sua versão online.
Finalizando a mesa, o conselheiro do CFESS Maurílio Matos ressaltou a importância da unidade entre os diversos países e organizações ali presentes. “É por meio da troca de conhecimento, do potencial de contribuição que temos tanto na interlocução quanto na apreensão, que conseguiremos fortalecer nosso trabalho de construção coletiva de um Serviço Social mundial, com a reafirmação da defesa intransigente dos direitos humanos e contra a desigualdade e todas as formas de opressão”, conclamou o conselheiro.
Conselheiro do CFESS Maurílio Matos faz intervenção (foto: Diogo Adjuto)
Entidades internacionais discutem o tema
Falando conjuntamente, os representantes da FITS e da AIETS iniciaram o debate na mesa “Fundamentos e perspectivas do Serviço Social no mundo: trabalho e formação profissional” e apresentaram o documento inédito Agenda Global para o Serviço Social e o Desenvolvimento Social, que será entregue à ONU pelas entidades internacionais, no próximo dia 26 de março, Dia do Serviço Social nas Nações Unidas.
Para o professor Abye Tasse, ex-presidente da Associação Internacional de Escolas de Trabalho Social (AIETS), uma das principais pautas que tem sido desenvolvida pelas organizações de Serviço Social é a “disposição e o desejo de mudar e de levar mudanças a milhões de pessoas nesse mundo desigual”.
“Com esse embasamento, acredito ser possível a união e a troca entre os profissionais do Serviço Social em todo o mundo. Ressalto que os assistentes sociais latino-americanos tem uma grande força política, que desejo ver mais presente na arena global. A força de vocês e os conhecimentos teóricos e práticos precisam ser mostrados ao mundo”, opinou.
O Secretário-geral da FITS, Rory Truell, abordou os compromissos defendidos pela Agenda Globaldo Serviço Social proposta para o período entre 2012 -2016: promoção da igualdade social e econômica; promoção da dignidade e valor das pessoas, trabalho para o desenvolvimento sustentável, fortalecimento da importância das relações humanas. “Precisamos trabalhar com comunidades e organizações, de modo a construirmos uma voz nacional e internacional”, observou.
O debate prosseguiu com a presidente da FITS para América Latina e Caribe, Laura Acotto. Ela afirmou que somente com a construção de uma massa crítica de sujeitos coletivos é que se poderá formar uma força capaz de colocar os objetivos da profissão em ação. “Nesse sentido, precisaremos atuar na luta contra políticas assistencialistas, aumentar o intercâmbio nacional e internacional de pesquisas e programas de trabalho, estar ativos nas discussões do Comitê Mercosul, de modo a promovermos a integração da categoria enquanto coletivo profissional em âmbito mundial”, analisou.
Já a presidente da Associação Latino-americana de Ensino e Investigação em Trabalho Social (ALAEITS), Lorena Molina, também defende um posicionamento ético e crítico do/a assistente social, porém vinculado aos desafios socioeconômicos da América Latina. "É fundamental compreendermos as particularidades históricas de nossos países, para que saibamos interpretar a realidade e materializar, de forma crítica, nosso fazer profissional”, alertou.
Laura Acotto, da FITS, e Lorena Molina, da ALAEITS, também participaram do Simpósio (foto: Diogo Adjuto)
Finalizando a mesa, a presidente do CFESS, Sâmya Ramos, enfatizou que o simpósio concluiu uma semana de grande trabalho, em um momento aberto para dialogar com a categoria e com os/as estudantes, além das organizações internacionais. Ressaltou, ainda, que “nos últimos 30 anos, o Serviço Social brasileiro vem fundamentando a articulação entre projeto profissional e projeto societário, processo fundamental que articula a formação e o exercício profissional do/a assistente social. Nessa perspectiva, registro que o Serviço Social no Brasil, vivenciou, neste contexto, um processo de amadurecimento em todas as suas dimensões, considerando, em cada uma delas, suas particularidades, desafios e limites. Neste tempo de luta e resistência no mundo capitalista em crise; devemos nos articular com sujeitos coletivos diversos para refletir e materializar as estratégias necessárias para o enfrentamento dos desafios na construção de um projeto de emancipação humana”, concluiu a conselheira.
Avaliação
Na mesa de encerramento, representando a comissão organizadora, a conselheira do CFESS Esther Lemos agradeceu a todos os que se envolveram na realização do evento, cujo resultado superou as expectativas. Reafirmou o compromisso do Secretário-Geral em recomendar à Assembléia da FITS a língua portuguesa como língua oficial e a necessidade de traduzir o documento da Agenda Global. Lembrou das atividades realizadas pelos CFESS no Fórum Social Temático de Porto Alegre (RS), ocorrido em janeiro deste ano e propôs que se discutisse, no âmbito do conjunto CFESS-CRESS a possibilidade de realização de um evento internacional sobre a Agenda Global em uma das atividades autogestionárias na edição de 2013 do Fórum.
Além disso, a conselheira avaliou que o simpósio oportunizou a ampliação e socialização do debate junto aos/às profissionais e aos/às estudantes. “A riqueza, intensidade e decisões políticas destes dias de trabalho expressam um marco histórico para o Serviço Social na América Latina e Caribe, trazendo consequências diretas para o trabalho e formação profissionais. Os fundamentos teóricos que orientam tais decisões precisam ser mais fortalecidos para enfrentarmos com lucidez os desafios que nos estão postos. Isto cabe a cada um de nós, às nossas graduações, pós-graduações e nossas organizações políticas”, definiu.
Abye Tasse (AIETS) e Rory Truell (FITS) convidam a conselheira do CFESS Esther Lemos para o Comitê da Agenda Global (foto: Diogo Adjuto)
“Gostaria de ver um presidente da FITS vindo da América latina”. Foi com essas palavras que o secretário-geral da entidade, Rory Truell, encerrou sua fala no simpósio, desejando que haja mais reuniões com organizações de países diversos, para o fortalecimento da integração entre os/as assistentes sociais em todo o mundo.
O professor Abye Tasse, ex-presidente da AIETS e coordenador do Comitê para a Agenda Global, finalizou a mesa, convidando a conselheira do CFESS Esther Lemos para integrar o Comitê Executivo que fará o monitoramento da Agenda, representando a América Latina. Também reforçou o convite e o desejo de que as escolas de Serviço Social se filiem à AIETS, na perspectiva de fortalecimento da entidade e do debate sobre a formação profissional em âmbito mundial, dando visibilidade ao que vem sendo construído na região.
Em breve, estará disponível no site do CFESS o documento "Agenda Global do Serviço Social"
Agenda global esteve entre os assuntos em pauta
Participantes lotam Capela Ecumênica durante o Simpósio Internacional (foto: Diogo Adjuto)
Em seguida ao Workshop sobre a definição mundial de Serviço Social, o CFESS promoveu o Simpósio Internacional Fundamentos e perspectivas do Serviço Social no mundo: trabalho e formação profissional. Com o apoio do CRESS-RJ, o evento contou com quase 200 participantes, dentre assistentes sociais do Brasil e do mundo, estudantes, além de conselheiros/as do CFESS e de 17 CRESS. O evento ocorreu na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) na tarde do dia 9 de março.
Na mesa de abertura, a diretora da Faculdade de Serviço Social da UERJ, Cleier Marconsin, registrou o momento como de extrema importância para a categoria em âmbito mundial. “O debate proposto aqui é fundamental, em função da necessidade de que se tenha um avanço no entendimento do Serviço Social enquanto profissão que busca garantir direitos sociais para a classe trabalhadora em todo o mundo”, afirmou.
Após a professora, o presidente do CRESS 7ª Região – RJ, Charles Toniolo, apontou a importância de se fortalecer a discussão sobre “as concepções teóricas, os princípios ético-políticos e a prática do Serviço Social”. “Refletir sobre esses aspectos nos possibilitará a evolução de nossos processos de formação e do próprio exercício do/a assistente social”, disse o presidente.
Mesa de abertura do evento (foto: Diogo Adjuto)
Para a Coordenadora de Formação Político-profissional da ENESSO, Rayara Fernandes, o Simpósio se torna ainda mais relevante, pois dialoga com sujeitos de organizações profissionais que vivenciam outras realidades. “Enquanto estudantes em processo de formação, queremos participar da história de construção de nossa profissão no Brasil e na América Latina”, frisou a estudante.
Também à mesa, a presidente da Abepss, Claudia Mônica dos Santos destacou a necessidade da discussão da formação profissional à distância em Serviço Social, diante dos dados que apontam que “hoje, temos 541 cursos de Serviço Social autorizados pelo MEC, dos quais 38% já são à distância, o que mostra um dado preocupante para a formação e o exercício profissional”. A presidente também fez a divulgação da nova edição da revista Temporalis, produzida pela associação, bem como de sua versão online.
Finalizando a mesa, o conselheiro do CFESS Maurílio Matos ressaltou a importância da unidade entre os diversos países e organizações ali presentes. “É por meio da troca de conhecimento, do potencial de contribuição que temos tanto na interlocução quanto na apreensão, que conseguiremos fortalecer nosso trabalho de construção coletiva de um Serviço Social mundial, com a reafirmação da defesa intransigente dos direitos humanos e contra a desigualdade e todas as formas de opressão”, conclamou o conselheiro.
Conselheiro do CFESS Maurílio Matos faz intervenção (foto: Diogo Adjuto)
Entidades internacionais discutem o tema
Falando conjuntamente, os representantes da FITS e da AIETS iniciaram o debate na mesa “Fundamentos e perspectivas do Serviço Social no mundo: trabalho e formação profissional” e apresentaram o documento inédito Agenda Global para o Serviço Social e o Desenvolvimento Social, que será entregue à ONU pelas entidades internacionais, no próximo dia 26 de março, Dia do Serviço Social nas Nações Unidas.
Para o professor Abye Tasse, ex-presidente da Associação Internacional de Escolas de Trabalho Social (AIETS), uma das principais pautas que tem sido desenvolvida pelas organizações de Serviço Social é a “disposição e o desejo de mudar e de levar mudanças a milhões de pessoas nesse mundo desigual”.
“Com esse embasamento, acredito ser possível a união e a troca entre os profissionais do Serviço Social em todo o mundo. Ressalto que os assistentes sociais latino-americanos tem uma grande força política, que desejo ver mais presente na arena global. A força de vocês e os conhecimentos teóricos e práticos precisam ser mostrados ao mundo”, opinou.
O Secretário-geral da FITS, Rory Truell, abordou os compromissos defendidos pela Agenda Globaldo Serviço Social proposta para o período entre 2012 -2016: promoção da igualdade social e econômica; promoção da dignidade e valor das pessoas, trabalho para o desenvolvimento sustentável, fortalecimento da importância das relações humanas. “Precisamos trabalhar com comunidades e organizações, de modo a construirmos uma voz nacional e internacional”, observou.
O debate prosseguiu com a presidente da FITS para América Latina e Caribe, Laura Acotto. Ela afirmou que somente com a construção de uma massa crítica de sujeitos coletivos é que se poderá formar uma força capaz de colocar os objetivos da profissão em ação. “Nesse sentido, precisaremos atuar na luta contra políticas assistencialistas, aumentar o intercâmbio nacional e internacional de pesquisas e programas de trabalho, estar ativos nas discussões do Comitê Mercosul, de modo a promovermos a integração da categoria enquanto coletivo profissional em âmbito mundial”, analisou.
Já a presidente da Associação Latino-americana de Ensino e Investigação em Trabalho Social (ALAEITS), Lorena Molina, também defende um posicionamento ético e crítico do/a assistente social, porém vinculado aos desafios socioeconômicos da América Latina. "É fundamental compreendermos as particularidades históricas de nossos países, para que saibamos interpretar a realidade e materializar, de forma crítica, nosso fazer profissional”, alertou.
Laura Acotto, da FITS, e Lorena Molina, da ALAEITS, também participaram do Simpósio (foto: Diogo Adjuto)
Finalizando a mesa, a presidente do CFESS, Sâmya Ramos, enfatizou que o simpósio concluiu uma semana de grande trabalho, em um momento aberto para dialogar com a categoria e com os/as estudantes, além das organizações internacionais. Ressaltou, ainda, que “nos últimos 30 anos, o Serviço Social brasileiro vem fundamentando a articulação entre projeto profissional e projeto societário, processo fundamental que articula a formação e o exercício profissional do/a assistente social. Nessa perspectiva, registro que o Serviço Social no Brasil, vivenciou, neste contexto, um processo de amadurecimento em todas as suas dimensões, considerando, em cada uma delas, suas particularidades, desafios e limites. Neste tempo de luta e resistência no mundo capitalista em crise; devemos nos articular com sujeitos coletivos diversos para refletir e materializar as estratégias necessárias para o enfrentamento dos desafios na construção de um projeto de emancipação humana”, concluiu a conselheira.
Avaliação
Na mesa de encerramento, representando a comissão organizadora, a conselheira do CFESS Esther Lemos agradeceu a todos os que se envolveram na realização do evento, cujo resultado superou as expectativas. Reafirmou o compromisso do Secretário-Geral em recomendar à Assembléia da FITS a língua portuguesa como língua oficial e a necessidade de traduzir o documento da Agenda Global. Lembrou das atividades realizadas pelos CFESS no Fórum Social Temático de Porto Alegre (RS), ocorrido em janeiro deste ano e propôs que se discutisse, no âmbito do conjunto CFESS-CRESS a possibilidade de realização de um evento internacional sobre a Agenda Global em uma das atividades autogestionárias na edição de 2013 do Fórum.
Além disso, a conselheira avaliou que o simpósio oportunizou a ampliação e socialização do debate junto aos/às profissionais e aos/às estudantes. “A riqueza, intensidade e decisões políticas destes dias de trabalho expressam um marco histórico para o Serviço Social na América Latina e Caribe, trazendo consequências diretas para o trabalho e formação profissionais. Os fundamentos teóricos que orientam tais decisões precisam ser mais fortalecidos para enfrentarmos com lucidez os desafios que nos estão postos. Isto cabe a cada um de nós, às nossas graduações, pós-graduações e nossas organizações políticas”, definiu.
Abye Tasse (AIETS) e Rory Truell (FITS) convidam a conselheira do CFESS Esther Lemos para o Comitê da Agenda Global (foto: Diogo Adjuto)
“Gostaria de ver um presidente da FITS vindo da América latina”. Foi com essas palavras que o secretário-geral da entidade, Rory Truell, encerrou sua fala no simpósio, desejando que haja mais reuniões com organizações de países diversos, para o fortalecimento da integração entre os/as assistentes sociais em todo o mundo.
O professor Abye Tasse, ex-presidente da AIETS e coordenador do Comitê para a Agenda Global, finalizou a mesa, convidando a conselheira do CFESS Esther Lemos para integrar o Comitê Executivo que fará o monitoramento da Agenda, representando a América Latina. Também reforçou o convite e o desejo de que as escolas de Serviço Social se filiem à AIETS, na perspectiva de fortalecimento da entidade e do debate sobre a formação profissional em âmbito mundial, dando visibilidade ao que vem sendo construído na região.
Em breve, estará disponível no site do CFESS o documento "Agenda Global do Serviço Social"
sábado, 10 de março de 2012
09.03.2012 às 20h24
Programa municipal abriga casal que vivia na rua
Jornalista: Lourdes Acosta
A Prefeitura de Macaé, através do programa Cidadania e Dignidade, executado pela secretaria de Desenvolvimento Social encaminhou nesta sexta-feira (9), um casal de migrantes do norte do país, que se encontrava em situação de risco, para a Pousada da Cidadania.
De acordo com o coordenador de políticas públicas para população adulta em situação de rua, que conduz o programa Cidadania e Dignidade, Edivaldo Santos, o casal foi encontrado no prédio onde funcionava o “0800 de odontologia” (próximo ao edifício de 10 andares), que atualmente se encontra abandonado e que segundo relato da vizinhança pertence ao governo federal.
- Após a triagem e uma semana de abordagem social conseguimos convencê-los a ir para Pousada da Cidadania localizada no Barreto, a fim de que eles pudessem fazer sua higiene pessoal. Lá eles foram acolhidos, recebendo vestuário e alimentação adequada - disse.
Santos contou que no relato de vida do casal consta que a profissão dele é chefe de cozinha e a dela é auxiliar de serviços gerais. “Segundo o próprio já estava trabalhando em uma empresa de gastronomia em Macaé, mas por ter seus documentos roubados foi dispensado do serviço. Ele fez contato com a família e seu pai ficou de enviar sua certidão de casamento, para que o mesmo pudesse retirar os outros documentos que lhe faltam e dar prosseguimento à sua vida normal”.
Fatores que levam às ruas – O coordenador do programa enumerou alguns fatores que comumente levam as pessoas para as ruas e citou causas estruturais como ausência de moradia, inexistência de trabalho e renda, mudanças econômicas e institucionais de forte impacto social, desastres de massa ou naturais como enchentes e incêndios. Além disso, os fatores biológicos também foram catalogados, tais como alcoolismo, uso de drogas, rompimentos familiares, doenças mentais e perda de todos os bens, entre outros.
Resgatando identidades – Com relação à realidade das pessoas que vivem nas ruas e que, segundo a ONU, são mais de cem milhões em todo o mundo, a secretária de Desenvolvimento Social, Nilmara Valadares, disse que cabe aos poderes públicos o resgate de sua dignidade.
- Temos que garantir a estes menos favorecidos o respeito e a dignidade do ser humano como sujeito de direitos civis, políticos, sociais, econômicos e culturais e também a valorização da diferença entre pessoas, qualquer que seja a origem, raça, idade, condição social, nacionalidade, gênero, orientação sexual, origem étnica ou social, atuação profissional, religião e situação migratória. É possível, a partir de uma perspectiva sócio educativa, possibilitar à população em situação de rua o resgate de sua identidade pessoal e social, com ações que garantam seus direitos básicos, restabelecimento de vínculos familiares, espaço de convivência grupal e alternativa de geração de renda, visando sua autonomia e emancipação – assegurou.
Desde que foi criado, o programa social Cidadania e Dignidade da Prefeitura de Macaé tem abordado de forma sistematizada e permanente as pessoas que estão nas ruas no município. Tendo como referencia o morador adulto, também tem encaminhado aqueles que desejam retorno ao seu lugar de origem e possuem referência familiar e ou comunitária, através da campanha “De volta pra casa”. Outra campanha desenvolvida com o propósito de conscientizar os cidadãos a não dar esmola é o “Não dê esmola”.
De acordo com o coordenador de políticas públicas para população adulta em situação de rua, que conduz o programa Cidadania e Dignidade, Edivaldo Santos, o casal foi encontrado no prédio onde funcionava o “0800 de odontologia” (próximo ao edifício de 10 andares), que atualmente se encontra abandonado e que segundo relato da vizinhança pertence ao governo federal.
- Após a triagem e uma semana de abordagem social conseguimos convencê-los a ir para Pousada da Cidadania localizada no Barreto, a fim de que eles pudessem fazer sua higiene pessoal. Lá eles foram acolhidos, recebendo vestuário e alimentação adequada - disse.
Santos contou que no relato de vida do casal consta que a profissão dele é chefe de cozinha e a dela é auxiliar de serviços gerais. “Segundo o próprio já estava trabalhando em uma empresa de gastronomia em Macaé, mas por ter seus documentos roubados foi dispensado do serviço. Ele fez contato com a família e seu pai ficou de enviar sua certidão de casamento, para que o mesmo pudesse retirar os outros documentos que lhe faltam e dar prosseguimento à sua vida normal”.
Fatores que levam às ruas – O coordenador do programa enumerou alguns fatores que comumente levam as pessoas para as ruas e citou causas estruturais como ausência de moradia, inexistência de trabalho e renda, mudanças econômicas e institucionais de forte impacto social, desastres de massa ou naturais como enchentes e incêndios. Além disso, os fatores biológicos também foram catalogados, tais como alcoolismo, uso de drogas, rompimentos familiares, doenças mentais e perda de todos os bens, entre outros.
Resgatando identidades – Com relação à realidade das pessoas que vivem nas ruas e que, segundo a ONU, são mais de cem milhões em todo o mundo, a secretária de Desenvolvimento Social, Nilmara Valadares, disse que cabe aos poderes públicos o resgate de sua dignidade.
- Temos que garantir a estes menos favorecidos o respeito e a dignidade do ser humano como sujeito de direitos civis, políticos, sociais, econômicos e culturais e também a valorização da diferença entre pessoas, qualquer que seja a origem, raça, idade, condição social, nacionalidade, gênero, orientação sexual, origem étnica ou social, atuação profissional, religião e situação migratória. É possível, a partir de uma perspectiva sócio educativa, possibilitar à população em situação de rua o resgate de sua identidade pessoal e social, com ações que garantam seus direitos básicos, restabelecimento de vínculos familiares, espaço de convivência grupal e alternativa de geração de renda, visando sua autonomia e emancipação – assegurou.
Desde que foi criado, o programa social Cidadania e Dignidade da Prefeitura de Macaé tem abordado de forma sistematizada e permanente as pessoas que estão nas ruas no município. Tendo como referencia o morador adulto, também tem encaminhado aqueles que desejam retorno ao seu lugar de origem e possuem referência familiar e ou comunitária, através da campanha “De volta pra casa”. Outra campanha desenvolvida com o propósito de conscientizar os cidadãos a não dar esmola é o “Não dê esmola”.
Grupo de trabalho vai planejar, executar e monitorar Pacificação Social
Jornalista: Catarina Brust*
A Prefeitura vai formar um grupo de trabalho para planejar, executar e monitorar as melhorias que serão implementadas como políticas públicas nas áreas já pacificadas pela Polícia Militar no município – Nova Holanda e Malvinas. A reunião preliminar foi realizada nesta quinta-feira (8), no Paço Municipal, sob a coordenação do Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM-Macaé) e contou com a participação de diversas secretarias e de representantes do gabinete da vice-prefeita, Marilena Garcia.
- O que está acontecendo nas Malvinas e Nova Holanda está sendo muito bem feito e está atingindo todas as metas operacionais, mas ainda não está consolidado como política pública. É isto que queremos fazer. Em janeiro, a prefeitura realizou medidas imediatas que eram demandas reprimidas de serviços públicos que não podiam ser executadas por conta do cenário nessas localidades. Agora, vamos planejar ações para serem realizadas a médio e longo prazo para formar políticas públicas de pacificação social. Nosso objetivo é que elas se consolidem agora para se perpetuar nessas comunidades que irão se integrar ao restante do município – destaca o coordenador do GGIM-Macaé, tenente coronel Edmilson Jório.
As reuniões do grupo de trabalho, formado por secretarias que integram o processo de pacificação social nessas comunidades, serão realizadas de 10 em 10 dias. Dentro do plano de ação constam medidas preliminares, ações estruturais, visando melhorar e promover a coordenação de políticas e serviços municipais e de ações do governo estadual e federal, comunidades, sociedade civil, entre outros.
A meta é assegurar a consolidação do processo de pacificação, promover a cidadania, desenvolvimento social, econômico e urbano nas comunidades pacificadas de Macaé. A operação policial na Nova Holanda aconteceu em dezembro e nas Malvinas em janeiro, com apoio da prefeitura, que está levando para as comunidades serviços de infraestrutura, saneamento, iluminação, limpeza pública, de assistência social, educação, entre outros.
Nesta sexta-feira (9), o comandante do 32° Batalhão de Polícia Militar, Ramiro Campos, anunciou que 11 policias das forças especiais do BOPE passarão a integrar o efetivo da unidade em Macaé.
- O que está acontecendo nas Malvinas e Nova Holanda está sendo muito bem feito e está atingindo todas as metas operacionais, mas ainda não está consolidado como política pública. É isto que queremos fazer. Em janeiro, a prefeitura realizou medidas imediatas que eram demandas reprimidas de serviços públicos que não podiam ser executadas por conta do cenário nessas localidades. Agora, vamos planejar ações para serem realizadas a médio e longo prazo para formar políticas públicas de pacificação social. Nosso objetivo é que elas se consolidem agora para se perpetuar nessas comunidades que irão se integrar ao restante do município – destaca o coordenador do GGIM-Macaé, tenente coronel Edmilson Jório.
As reuniões do grupo de trabalho, formado por secretarias que integram o processo de pacificação social nessas comunidades, serão realizadas de 10 em 10 dias. Dentro do plano de ação constam medidas preliminares, ações estruturais, visando melhorar e promover a coordenação de políticas e serviços municipais e de ações do governo estadual e federal, comunidades, sociedade civil, entre outros.
A meta é assegurar a consolidação do processo de pacificação, promover a cidadania, desenvolvimento social, econômico e urbano nas comunidades pacificadas de Macaé. A operação policial na Nova Holanda aconteceu em dezembro e nas Malvinas em janeiro, com apoio da prefeitura, que está levando para as comunidades serviços de infraestrutura, saneamento, iluminação, limpeza pública, de assistência social, educação, entre outros.
Nesta sexta-feira (9), o comandante do 32° Batalhão de Polícia Militar, Ramiro Campos, anunciou que 11 policias das forças especiais do BOPE passarão a integrar o efetivo da unidade em Macaé.
quarta-feira, 7 de março de 2012
Guto Garcia afirma que Aluízio Júnior e o PV são os “maiores adversários do PT e do PMDB em Macaé”
Foto: Divulgação
Secretário de Educação e ex-presidente do diretório municipal do PT, Guto Garcia não esconde de ninguém que se mantém, politicamente, alinhado com o prefeito Riverton Mussi (PMDB).
E, por isso mesmo, é um defensor declarado entre os membros da executiva e militância da sigla da continuidade da aliança entre a legenda e o Governo Municipal.
Guto recorda que desde 2007, quando o partido decidiu ingressar na administração municipal, Riverton tem cumprido todos os acordos que foram feitos. Por conta disso, além do entendimento de que a cidade avançou nos últimos quatro anos com a participação petista no Executivo, o secretário de Educação enfatiza que fará “tudo o que estiver ao seu alcance” para que a aliança entre os partidos permaneça.
“Desde 2007 essa parceria entre PT e PMDB vem dando certo em Macaé. São cinco anos fazendo parte do Governo e não acredito que, justo no último ano de mandato, vamos abandonar”, frisou.
Quando o assunto é eleição municipal, Guto é enfático. Para o secretário de Educação, o PT deve apoiar o PMDB na disputa majoritária. Em outras palavras, acompanhar a indicação de Riverton, André Braga, como pré-candidato. Sobre as alianças para a disputa proporcional, Garcia segue o mesmo entendimento dizendo que a coerência está na coligação com partidos da base governista. “O PT tem que ficar com o PMDB a qualquer custo porque governamos a cidade juntos, seja nos acertos como nos erros”, frisou.
Questionado sobre os boatos de que parte do PT estaria namorando a pré-candidatura do PV a prefeito, Guto novamente se posiciona: “Sou amigo pessoal do Aluízio (Júnior, pré-candidato a prefeito), mas meu posicionamento político é com o PMDB, acompanhando o prefeito”, disse, acrescentando. “Aluízio e o PV são os maiores adversário do PT e do PMDB em Macaé nestas eleições”, disparou.
Lindbergh Farias
Guto Garcia foi além em suas declarações. Novamente instigado pela reportagem, disse que “o diretório local do PT é soberano em suas decisões”. Aliás, o ex-presidente do PT em Macaé não acredita em intervenções da executiva estadual, nem mesmo de quadros importantes do partido, como o senador Lindbergh Farias. “Ele (Lindbergh) é o principal quadro do partido no estado e vai ser o próximo governador. Mas, tenho certeza que vai respeitar, acatando o que o diretório municipal decidir”, explicou.
Sobre o secretário de Governo e pré-candidato do PMDB à sucessão, Guto rasgou elogios. Classificou o coordenador do Planejando Macaé como “um dos quadros mais inteligentes do Governo” e destacou a habilidade que, segundo ele, Braga tem para aglutinar lideranças em torno de projetos.
“Foi assim, inclusive, com relação a entrada do PT no Governo Riverton. André foi um dos responsáveis diretos para que isso acontecesse. E essa é uma das razões pelas quais eu creio que o PT de Macaé não vai trair André e Riverton”.
Guto recorda que desde 2007, quando o partido decidiu ingressar na administração municipal, Riverton tem cumprido todos os acordos que foram feitos. Por conta disso, além do entendimento de que a cidade avançou nos últimos quatro anos com a participação petista no Executivo, o secretário de Educação enfatiza que fará “tudo o que estiver ao seu alcance” para que a aliança entre os partidos permaneça.
“Desde 2007 essa parceria entre PT e PMDB vem dando certo em Macaé. São cinco anos fazendo parte do Governo e não acredito que, justo no último ano de mandato, vamos abandonar”, frisou.
Quando o assunto é eleição municipal, Guto é enfático. Para o secretário de Educação, o PT deve apoiar o PMDB na disputa majoritária. Em outras palavras, acompanhar a indicação de Riverton, André Braga, como pré-candidato. Sobre as alianças para a disputa proporcional, Garcia segue o mesmo entendimento dizendo que a coerência está na coligação com partidos da base governista. “O PT tem que ficar com o PMDB a qualquer custo porque governamos a cidade juntos, seja nos acertos como nos erros”, frisou.
Questionado sobre os boatos de que parte do PT estaria namorando a pré-candidatura do PV a prefeito, Guto novamente se posiciona: “Sou amigo pessoal do Aluízio (Júnior, pré-candidato a prefeito), mas meu posicionamento político é com o PMDB, acompanhando o prefeito”, disse, acrescentando. “Aluízio e o PV são os maiores adversário do PT e do PMDB em Macaé nestas eleições”, disparou.
Lindbergh Farias
Guto Garcia foi além em suas declarações. Novamente instigado pela reportagem, disse que “o diretório local do PT é soberano em suas decisões”. Aliás, o ex-presidente do PT em Macaé não acredita em intervenções da executiva estadual, nem mesmo de quadros importantes do partido, como o senador Lindbergh Farias. “Ele (Lindbergh) é o principal quadro do partido no estado e vai ser o próximo governador. Mas, tenho certeza que vai respeitar, acatando o que o diretório municipal decidir”, explicou.
Sobre o secretário de Governo e pré-candidato do PMDB à sucessão, Guto rasgou elogios. Classificou o coordenador do Planejando Macaé como “um dos quadros mais inteligentes do Governo” e destacou a habilidade que, segundo ele, Braga tem para aglutinar lideranças em torno de projetos.
“Foi assim, inclusive, com relação a entrada do PT no Governo Riverton. André foi um dos responsáveis diretos para que isso acontecesse. E essa é uma das razões pelas quais eu creio que o PT de Macaé não vai trair André e Riverton”.
Jornalista: Daniel Galvão
Publicado em 03.03.2012 às 09h24
Publicado em 03.03.2012 às 09h24
Ex-governador voltou a tentar desqualificar o secretário de Fazenda de Macaé
Foto: Divulgação
Cassius é secretário de Fazenda de Macaé
Ele voltou. Ontem, de forma considerada por muitos como “agressiva” o deputado federal Anthony Garotinho (PR) fez nova ligação para o programa comandado por Zezé Abreu na 101FM, onde tentou desqualificar a informação trazida por DIÁRIO DA COSTA DO SOL a partir de discursos e entrevista exclusiva do secretário de Fazenda de Macaé, Cassius Ferraz, denunciando a tentativa do ex-governador de esvaziar a arrecadação de ISS do município através de um projeto de lei que, se aprovado, vai alterar a legislação em vigor e beneficiar Campos.
Mais uma vez, Garotinho demonstrou a arrogância que marcou sua passagem pelo Governo do Estado e que isolou Macaé durante o tempo em que ele e sua esposa, a atual prefeita de Campos, Rosinha (PR), comandaram o Palácio Guanabara. Ontem, o deputado federal chamou Cassius de “despreparado ou mal intencionado” e mais: segundo ele, o secretário de Fazenda, na semana passada, ao rebater o discurso do republicano, “falou mentiras”.
A sessão de ataques e ofensas de Garotinho a Cassius foi além. O ex-governador disse ainda que o secretário de Fazenda deveria “aprender um pouquinho de economia” e também “não ficar tentando sujar o meu nome”. O ex-governador seguiu dizendo que “não podem as pessoas usar rádio e jornal para falar uma coisa e depois, por baixo dos panos, fazer outra”.
Garotinho deu sequência a seu discurso pelo telefone, onde acusou diversas vezes Zezé Abreu de diminuir o volume do retorno da rádio para prejudicar a qualidade da ligação que era replicada pela emissora, com uma ameaça inusitada: “Eu não estou envolvido em política em Macaé, mas se for para fazer política eu também vou fazer”.
Apesar de toda a interpretação feita por Cassius – apontado como um dos mais respeitados secretários de Fazenda de todo o Estado do Rio, inclusive, sendo constantemente consultado por titulares da pasta de outros municípios, como Campos – o deputado insistiu em dizer que, além de não prejudicar Macaé, a Lei Garotinho, como foi popularmente batizada, vai “beneficiar Macaé”.
No momento mais quente do programa, Garotinho afirmou ter recebido a informação de um assessor seu em Macaé, Nélio Nock, de que o radialista o teria chamado de “covarde”. Zezé rebateu, classificando o braço-direito do deputado federal na cidade de “moleque” e negou ter dito qualquer coisa parecida.
A sessão de ataques e ofensas de Garotinho a Cassius foi além. O ex-governador disse ainda que o secretário de Fazenda deveria “aprender um pouquinho de economia” e também “não ficar tentando sujar o meu nome”. O ex-governador seguiu dizendo que “não podem as pessoas usar rádio e jornal para falar uma coisa e depois, por baixo dos panos, fazer outra”.
Garotinho deu sequência a seu discurso pelo telefone, onde acusou diversas vezes Zezé Abreu de diminuir o volume do retorno da rádio para prejudicar a qualidade da ligação que era replicada pela emissora, com uma ameaça inusitada: “Eu não estou envolvido em política em Macaé, mas se for para fazer política eu também vou fazer”.
Apesar de toda a interpretação feita por Cassius – apontado como um dos mais respeitados secretários de Fazenda de todo o Estado do Rio, inclusive, sendo constantemente consultado por titulares da pasta de outros municípios, como Campos – o deputado insistiu em dizer que, além de não prejudicar Macaé, a Lei Garotinho, como foi popularmente batizada, vai “beneficiar Macaé”.
No momento mais quente do programa, Garotinho afirmou ter recebido a informação de um assessor seu em Macaé, Nélio Nock, de que o radialista o teria chamado de “covarde”. Zezé rebateu, classificando o braço-direito do deputado federal na cidade de “moleque” e negou ter dito qualquer coisa parecida.
Conferencistas discutem direitos humanos da criança e adolescentes em Macaé
Jornalista: Lourdes Acosta
“Consolidando e implementando a política de direitos humanos de crianças e adolescentes da Região Norte Fluminense”. Este foi o tema da VIII Conferência Regional realizada no Auditório do Colégio Estadual Mathias Neto, em Macaé, na terça-feira (6). O evento, promovido pela Comissão de Organização Regional (COR), composta por representantes de Macaé, Carapebus e Campos dos Goytacazes, contou com o empenho do Conselho Municipal de Defesa da Criança e do Adolescente e o apoio da Prefeitura, através da Secretaria de Desenvolvimento Social e a participação dos conselhos tutelares de toda a região.
O principal objetivo da Conferência, sediada em Macaé, foi mobilizar o sistema de garantia de direitos e a população para a prática e monitoramento da Política Nacional e do Plano Decenal dos Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes.
Durante todo o dia, os participantes de Cardoso Moreira, São Fidélis, São Francisco de Itabapoana, Conceição de Macabu, Quissamã, Macaé, Campos e São João da Barra discutiram temas relacionados à promoção de políticas públicas do segmento infanto juvenil, abordaram metas de forma a articular e pactuar com os gestores das esferas do executivo, legislativo e judiciário e com a sociedade civil organizada.
Segundo os organizadores, a conferência faz parte da agenda social de segmentos comprometidos com as questões relativas à infância e adolescência no país desde 1991. “A programação seguiu as normativas dos textos-base das conferências nacional e estadual deliberados pelo Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) e pelo Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedca), no que se refere ao processo de organização, objetivos, eixos temáticos, metodologia, orientações e informações gerais”.
Nos cinco eixos temáticos relativos ao tema tratado na conferencia, organizadores e plateia debateram a promoção, a proteção e defesa dos direitos, o protagonismo e participação, o controle social e a efetivação dos direitos e ainda, a gestão da política nacional dos direitos humanos de crianças e adolescentes.
Para a conselheira tutelar Vivianni Acosta, uma das delegadas, a VIII Conferência só veio somar às articulações locais em prol das crianças e adolescentes e o mais importante é que as propostas regionais deverão ser vistas nas instancias Estadual e Nacional. “Nossa região levará para a estadual as propostas que priorizaram as políticas públicas que queremos para nossas crianças e adolescentes, a partir da realidade local e isso é muito importante para o segmento. Temos que aprovar ações de mobilização e de monitoramento para cada um dos eixos do Plano Nacional de Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes”, assegurou.
Para a secretária de Desenvolvimento Social, Nilmara Valadares, a mobilização de todos é importante para a prática de políticas específicas que beneficiem todas as crianças e adolescentes não só da região, mas de todo o Estado do Rio de Janeiro e do País.
- Este ano o objetivo geral das conferências regionais, estadual e nacional será o de mobilizar grupos que constituem o sistema de garantia de direitos e a população em geral para prática e monitoramento da política e do plano. O compromisso dos governos e a cooperação da sociedade civil, da mídia e do setor empresarial para construção de alianças estratégicas, gera ações convergentes, inter-complementares e sinérgicas. No entanto, participação de crianças e adolescentes durante todo o processo não pode ser esquecida. Precisamos continuar a formular políticas públicas que beneficiem as crianças e adolescentes de nosso país, pontuou.
A conferência estadual deverá acontecer no auditório do BNDES, no Rio de Janeiro, nos dias 25, 26 e 27 de abril, e a nacional entre os dias 11 a 14 de julho, em Brasília, com a expectativa de receber cerca de 800 adolescentes e um total de três mil participantes.
O principal objetivo da Conferência, sediada em Macaé, foi mobilizar o sistema de garantia de direitos e a população para a prática e monitoramento da Política Nacional e do Plano Decenal dos Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes.
Durante todo o dia, os participantes de Cardoso Moreira, São Fidélis, São Francisco de Itabapoana, Conceição de Macabu, Quissamã, Macaé, Campos e São João da Barra discutiram temas relacionados à promoção de políticas públicas do segmento infanto juvenil, abordaram metas de forma a articular e pactuar com os gestores das esferas do executivo, legislativo e judiciário e com a sociedade civil organizada.
Segundo os organizadores, a conferência faz parte da agenda social de segmentos comprometidos com as questões relativas à infância e adolescência no país desde 1991. “A programação seguiu as normativas dos textos-base das conferências nacional e estadual deliberados pelo Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) e pelo Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedca), no que se refere ao processo de organização, objetivos, eixos temáticos, metodologia, orientações e informações gerais”.
Nos cinco eixos temáticos relativos ao tema tratado na conferencia, organizadores e plateia debateram a promoção, a proteção e defesa dos direitos, o protagonismo e participação, o controle social e a efetivação dos direitos e ainda, a gestão da política nacional dos direitos humanos de crianças e adolescentes.
Para a conselheira tutelar Vivianni Acosta, uma das delegadas, a VIII Conferência só veio somar às articulações locais em prol das crianças e adolescentes e o mais importante é que as propostas regionais deverão ser vistas nas instancias Estadual e Nacional. “Nossa região levará para a estadual as propostas que priorizaram as políticas públicas que queremos para nossas crianças e adolescentes, a partir da realidade local e isso é muito importante para o segmento. Temos que aprovar ações de mobilização e de monitoramento para cada um dos eixos do Plano Nacional de Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes”, assegurou.
Para a secretária de Desenvolvimento Social, Nilmara Valadares, a mobilização de todos é importante para a prática de políticas específicas que beneficiem todas as crianças e adolescentes não só da região, mas de todo o Estado do Rio de Janeiro e do País.
- Este ano o objetivo geral das conferências regionais, estadual e nacional será o de mobilizar grupos que constituem o sistema de garantia de direitos e a população em geral para prática e monitoramento da política e do plano. O compromisso dos governos e a cooperação da sociedade civil, da mídia e do setor empresarial para construção de alianças estratégicas, gera ações convergentes, inter-complementares e sinérgicas. No entanto, participação de crianças e adolescentes durante todo o processo não pode ser esquecida. Precisamos continuar a formular políticas públicas que beneficiem as crianças e adolescentes de nosso país, pontuou.
A conferência estadual deverá acontecer no auditório do BNDES, no Rio de Janeiro, nos dias 25, 26 e 27 de abril, e a nacional entre os dias 11 a 14 de julho, em Brasília, com a expectativa de receber cerca de 800 adolescentes e um total de três mil participantes.
segunda-feira, 5 de março de 2012
Moradores do Jacaré, em Cabo Frio, realizam manifesto contra saída da PM
Posted by Redação on mar 5th, 2012 // No Comment
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