quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

28.02.2012 às 07h32
Iniciadas as aulas do curso de Qualificação Profissional “Pereirão”
Jornalista: Douglas Fernandes

Começaram, na segunda-feira (27), no Centro de Educação Tecnológica e Profissional (Cetep), as aulas do projeto “Macaé Mais Feliz”, conhecido como “Pereirão”, por ser voltado unicamente para mulheres e com cursos de qualificação na área da construção Civil. São 150 mulheres inscritas em um dos 12 cursos oferecidos: Assentadora de Pisos, Azulejos e Revestimentos, Bombeira Hidráulico, Carpintaria para Construção Civil, Eletricista Predial, Pedreiro de Acabamento, Pintora Predial, Armadora de Ferros, Técnicas de Acabamento, Encanadora Predial, Pedreira de Concreto Armado e Pedreira Estucador.

A primeira aula foi iniciada pela turma de Eletricista Predial formada por 29 mulheres. Para a autora do projeto, a vice-prefeita Marilena Garcia, a iniciativa amplia a oportunidade de emprego às mulheres que recebem cada vez mais a aceitação área da construção civil. “Pesquisas comprovam que as mulheres possuem um olhar clínico melhor que os homens, são mais detalhistas e cuidadosas nesse setor. São competências importantes para quem trabalha com acabamento ou instalações. Sem contar que as empresas apontam que a contratação de mulheres também ajuda a melhorar o clima de respeito nos canteiros de obras”, explicou.

As alunas que participaram da primeira aula revelaram estar animadas e satisfeitas com a proposta do curso. Christiane Fremian Pinto, do Parque Aeroporto, afirmou que o curso é bem didático, aberto a perguntas constantemente e ilustrativo e lhe trará a certificação desejada, uma vez que vem adquirindo experiência na área. “Meu marido é pedreiro e construímos juntos a nossa casa. Eu fiz toda a parte elétrica e gostei. Como a casa não pegou fogo, ele me incentivou a fazer o curso, por que assim podemos fazer trabalhos na mesma área” disse a jovem.

Marilena ressaltou que o apoio da Secretaria de Educação na implantação do projeto foi essencial para o sucesso da proposta. “Acredito que o Cetep, ligado à Secretaria de Educação, com três anos já formou mais de 12 mil jovens, é o veículo ideal de ampliar esta modalidade de qualificação no município” completou.

Esta não é a primeira iniciativa que a Educação Municipal tem curso voltado para as mulheres macaenses. Em 2010, o Cetep criou a primeira turma da construção civil que foi aproveitada nas obras do município. “As alunas foram contratadas pelas empresas prestadoras de serviços com resultados acima do esperado, sendo até mesmo efetivadas” completou.

O programa “Macaé Mais Feliz” foi aprovado, em dezembro de 2011, na Câmara Municipal, sendo sancionado pelo prefeito Riverton Mussi como Lei número 3691-2011.


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29.02.2012 às 10h08
Inscrições para cursos de Formação Continuada começam nesta quinta
Jornalista: Joice Trindade

Começam, nesta quinta-feira (1º ), as inscrições para os cursos de Formação Continuada. No total, são 20 cursos gratuitos dos quais os professores, orientadores pedagógicos e educacionais, dirigentes, auxiliares de serviços escolares da rede municipal de ensino podem participar.

O objetivo da programação é incrementar a qualidade do contexto educacional do município. As inscrições estão abertas até o dia 20 de março. Os interessados devem procurar a sala 220 da sede da Secretaria de Educação, das 9h às 17h, ou se inscrever pelo endereço eletrônico cprofor@yahoo.com.br.

Os cursos que serão ministrados, a partir do dia 7 de março, vão acontecer nos turnos da manhã, tarde e noite nos auditório e laboratório do Núcleo de Tecnologia Municipal da Secretaria de Educação, Fundação Educacional de Macaé (Funemac), Centro Administrativo Municipal, além da unidade municipal Professora Ancyra Gonçalves Pimentel. A programação de cursos vai se estender até o mês de agosto na Secretaria de Educação.

As fichas de inscrições também serão distribuídas para os diretores de unidades durante a reunião que acontece, nesta quinta-feira (1º ), na secretaria de Educação, às 8h.

A grade de cursos foi montada para atender aos profissionais da rede municipal de maneira específica. A intenção é contribuir com o trabalho desenvolvido nas salas de aula e mediante a gestão das unidades de ensino. O cronograma de cursos é específico para o primeiro semestre. Cada módulo tem carga horária diferenciada e públicos específicos. No segundo semestre haverá uma nova programação..

Cronograma - Os novos cursos oferecidos são: “Tipos, gêneros textuais e nossos projetos de dizer“; "Histórico Político e Social de Educação Especial”; ”A voz do professor”; ”Transtornos Funcionais Específicos (TFE): Transtornos da Aprendizagem, de comportamento e emocionais na infância e na adolescência”, além de” A diversidade em questão através da literatura infanto-juvenil” e” O cinema entrou na escola”, que serão ministrados através de parceria com a Fundação Educacional de Macaé ( Funemac), Universidade Estadual do Norte Fluminense ( Uenf) e Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec).

Também estão abertas vagas para os cursos “Contadores de História”; “Deficiência Visual- Aspectos Biológicos e Aprendizagem”; “Programa Nacional de Alimentação Escolar”; “Programa Dinheiro Direto na Escola”; “Programa do Livro”; “ Programa do Transporte Escolar”; “Controle Social”; “ Gestão dos Programas do Livro Didático” e “Saberes e sabores na perspectiva do fazer pedagógico com a Eja” e “Atualização em Língua Portuguesa”.

Na lista ainda constam os módulos voltados para Educação Inclusiva “Deficiência Visual-Aspectos Biológicos e Aprendizagem”; “ Diferenças na Aprendizagem e Processo Mental: Alternativas Pedagógicas”; “Libras - Curso básico em etapas”; “Deficiência Visual- Sorobã”. No final dos cursos, os profissionais participantes vão receber certificados de conclusão. Eles terão que apresentar 75% de frequência.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Aprendi que se aprende errando. Que crescer não significa fazer aniversário. Que o silêncio é a melhor resposta, quando se ouve uma bobagem. Que trabalhar significa não só ganhar dinheiro. Que amigos a gente conquista mostrando o que somos. Que os verdadeiros amigos sempre ficam com você até o fim. Que a maldade se esconde atrás de uma bela face. Que não se espera a felicidade chegar, mas se procura por ela. Que quando penso saber de tudo ainda não aprendi nada. Que a natureza é a coisa mais bela na vida. Que amar significa se dar por inteiro. Que um só dia pode ser mais importante que muitos anos. Que se pode conversar com estrelas. Que se pode confessar com a lua. Que se pode viajar além do infinito. Que ouvir uma palavra de carinho faz bem à saúde. Que dar um carinho também faz... Que sonhar é preciso. Que se deve ser criança a vida toda. Que nosso ser é livre. Que Deus não proíbe nada em nome do amor. Que o julgamento alheio não é importante. Que o que realmente importa é a paz interior. E, finalmente, aprendi que não se pode morrer, Para se aprender a viver


- Acredito que nenhum homem e nenhuma religião, tem a verdade suprema. Todo ser humano e toda religião tem seu valor, desde que se respeitem uns aos outros. Que todos saibam que o respeito é o princípio de tudo, pois todos buscam um mesmo objetivo, todos buscam a Deus. Não importa o caminho, o que importa é a forma como nos conduzimos ao trilhá-lo. Que o mundo aprende a respeitar as diferenças, e que cada um tenha a mente aberta para entender que todos tem os seus acertos e também seus erros. Que saibamos enxergar somente as qualidades das pessoas e das religiões, para que possamos crescer como ser humano. Que o Mundo aprenda com o Brasil, no que diz respeito a religião, para que não mais lutem e nem se matem em nome de Deus, afinal DEUS É VIDA. DEUS É AMOR. DEUS É PAZ. DEUS É UNIÃO.
A realidade de Deus

Não te enganes nas coisas que
não preenchem teu coração.
As aparências enganam porque são
aparências e não realidade.
A realidade não engana por ser a verdade.
Não permitas ser levado pelos teus erros; eles, na realidade, apenas comprovam que estás enganado em tuas escolhas.
A realidade de Deus repousa na verdade
e chega mansamente a ti quando
permites estar em quietude,
em comunhão contigo mesmo.
Vê, é neste estado que encontras
o teu equilíbrio, o teu despertar.
Cuida de ti, da realidade amorosa que
te é dada a cada instante.
Sê atento para com cada passo que dás e usa da tua visão, da tua intuição, e serás agraciado,
pois não há engano quando a tua opção
é estar em paz, verdadeiramente em paz.
Liga de Basquete organiza Mini Basquete em dois bairros cabofrienses

O primeiro workshop de Mini Basquete foi um sucesso em Cabo Frio. Na última sexta-feira (6), foi dado o pontapé inicial pela Liga de Basquetebol de Cabo Frio (LBCF) para os projetos deste ano. E a primeira ação foi realizar o evento na Praia do Siqueira, que contou com a participação de mais de trinta crianças da localidade.

Diante do apelo da comunidade local, a Liga decidiu marcar outro workshop, para esta quinta-feira, às 17h. Já na sexta-feira, também no mesmo horário, será a vez do bairro Guarani receber as tabelas transportáveis e os profissionais da LBCF.

- O primeiro workshop foi um sucesso na Praia do Siqueira e não tenho dúvidas que desta vez será ainda melhor, pois acredito que mais crianças virão praticar o esporte. Além disso, vamos ter a presença de um número maior de pais. Na sexta-feira, estaremos no Guarani e a nossa expectativa é a mesma. Tenho certeza de que o mini-basquete é uma importante ferramenta de desenvolvimento social e estamos capacitados para geri-lo de forma lúdica, sem perder o vetor didático-pedagógico – afirmou Guilherme Kroll, Gerente Executivo da Liga.

Além do Mini Basquete, a Liga de Basquetebol de Cabo Frio vai iniciar nos dois bairros outro projeto importante para este ano: o Ama Basquete, associação de amigos do basquete que estará vinculada às turmas de iniciação esportiva, com o objetivo de massificar a modalidade.

- A vinculação das AMA Basquete em todas as turmas e equipes existentes em Cabo Frio será preponderante para que os pais e amigos dos alunos e atletas entendam melhor sobre a importância do basquetebol como ferramenta educacional. As associações serão totalmente gratuitas e não terão corpo diretivo. Todos os integrantes das AMA Basquete receberão convites semanais para uma atividade lúdico-recreativa. Haverá palestras para ajudar aos pais a participar com mais eficiência no processo da educação através do esporte – comentou Kroll, anunciando que a Liga estará realizando outra atividade no domingo.

- Para o domingo, organizaremos um congraçamento aonde participarão todas as crianças acompanhadas dos seus pais e amigos. A AMA Basquete Praia do Siqueira será pioneira de um novo modelo de iniciação esportiva e de inclusão social – disse Guilherme, não se esquecendo de mencionar a contratação de uma assistente social para o projeto e do carisma do professor Daniel Barroso.

- Não poderia deixar de agradecer ao Presidente da Liga de Basquetebol de Cabo Frio, Fábio Costa, pela contratação de uma experiente assistente social, a Michele Carine, que estará presente em todas as atividades do Projeto Cabo Frio Basquete. Além disso, foi fundamental o carisma e o profissionalismo do professor Daniel para que as atividades fossem bem realizadas. Parabéns a todos – finalizou.

Difundir a prática da modalidade é o interesse da Liga de Liga de Basquetebol de Cabo Frio. Por isso, os interessados em receber os workshops deverão entrar em contato através do seguinte email: guikroll@gmail.com.

LBCF lança bloco: "Pode Criticar ... Mas Faz Melhor Do Que Eu!"

A AMA-Basquete Cabo Frio desfilou com muita energia
A Liga de Basquetebol de Cabo Frio participou, com muita alegria, do desfile do Bloco Carnavalesco Educação Física do Brasil, na Praia do Forte, em Cabo Frio, sábado de Carnaval, comandado pelos guerreiros Ricardo e Marta, que se dedicam integralmente à causa da Educação Física na Região dos Lagos.
A LBCF se concentrou no Quiosque Costa do Sol e lançou a ala "Pode Criticar ... Mas Faz Melhor do Que Eu!", e promete um novo desfile para o próximo sábado (pós carnavalesco) com o tema "Quero Ver o Seu Curriculum!".
"Nos contagiamos com a determinação da Marta e do Ricardo e resolvemos falar também. Tem uma meia dúzia de 3 ou 4, em Cabo Frio falando bobagem na internet. É gente que nunca fez nada pelo basquete cabofriense e não tem curriculum nenhum. O Fábio Costa foi reeleito para uma nova gestão até 2013 e está tudo registrado no cartório. Tinha um grupo de aproveitadores querendo assumir a Liga para se oferecer a um conhecido vereador nas próximas eleições. Jamais permitiríamos isso. A LBCF está bombando em 2012 e vai colocar o basquete no lugar aonde merece em Cabo Frio", afirmou Guilherme Kroll, no calor do desfile.

Luana e Alessandro Tropesso (secretários da LBCF); Michele Carine (assistente social da LBCF); Guilherme Kroll (gerente executivo da LBCF) acompanharam o trio elétrico do Bloco Carnavalesco Educação Física do Brasil.
“Homofobia é crime” é o grito da 2ª Conferência LGBT
Participantes exigem a restauração do texto do PL que criminaliza a homofobia. Assistentes sociais marcam presença

Durante a fala da ministra, delegados/as exigiram ações concretas do Governo Federal (foto: Rafael Werkema)

Terminou no domingo, 18 de dezembro, em Brasília, a 2ª Conferência Nacional de Políticas Públicas e Direitos Humanos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT). A última conferência do ano foi marcada, de um lado, pela insistência do Governo Federal em afirmar que houve grandes avanços na afirmação dos direitos da população LGBT, e de outro, pela reivindicação dos/as participantes pela restauração do texto original do projeto de lei que criminaliza a homofobia e pelas denúncias de crimes homofóbicos. O CFESS marcou presença com os/as conselheiros/as Maurílio Matos e Marylucia Mesquita.

"Todos os dias, lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais são vítimas de constrangimentos, atitudes violentas e até levados a morte. Não é possível que crimes motivados pelo ódio sejam tolerados no país da diversidade", afirmou a ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), Maria do Rosário. Segundo ela, o ano de 2011 pode ser considerado "um marco da árdua e constante luta contra todos os tipos de discriminações", destacando a decisão história do Supremo Tribunal Federal (STF), que reconheceu, por unanimidade, em maio deste ano, a união estável homoafetiva.

O presidente da Associação Brasileira (ABGLT), Toni Reis, fez uma análise de avanços e retrocessos referente aos direitos da população LGBT desde a 1ª Conferência, em 2008, e ressaltou como vitória, além da decisão do STF, o Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos LGBT, a Coordenação-Geral Nacional de Políticas LGBT, além de instaurado o Conselho Nacional de Combate à Discriminação e Promoção de Direitos Humanos LGBT. "Contraditoriamente, mesmo com os avanços no plano federal, observou-se ainda um acirramento da violência homofóbica e da resistência de setores conservadores e fundamentalistas religiosos contrários a qualquer tipo de afirmação dos direitos da população LGBT. É nesse contexto que a presidenta Dilma, em decisão equivocada e retrógrada, recuou em relação ao material didático-pedagógico do projeto Escola Sem Homofobia, trazendo a mensagem de que a luta LGBT deve ser feita autonomamente de governos", criticou.

Para a piauiense e militante da Liga Brasileira de Lésbicas (LBL), a advogada Marinalva Santana, a Conferência é mais uma forma de enfrentamento a todas as formas de preconceito. "Em uma conjuntura difícil de aumento da violência contra a população LGBT, nosso papel aqui é exigir ações concretas do Estado em defesa dos direitos humanos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais. O que vemos é muita conversa e pouca atitude e está na hora desse quadro mudar", cobrou. Ela ressaltou também o papel decisivo do movimento LGBT, enfatizando que "a subserviência diante dos governos - sejam eles de quaisquer partidos ou forças políticas - devem ser varridos de nossa prática militante" e falou ainda da responsabilidade da sociedade em "levar a cabo a discussão dos temas que estão na ordem do dia, inclusive para dar o bom exemplo de uso responsável com os recursos públicos investidos nesta Conferência".


Marylucia Mesquita e Maurílio Matos, do CFESS, com o manifesto distribuído durante a Conferência (foto: Rafael Werkema)

Participantes denunciam violência e pedem ações mais concretas
Durante a Conferência, foram aprovadas propostas e moções de apoio à versão original do projeto que torna a homofobia um crime equivalente ao racismo e ao antissemitismo (perseguição a judeus). De acordo com os/as delegados/as, o substitutivo que tramita na Comissão de Direitos Humanos do Senado é genérico e não atende às demandas da população LGBT.

Outra reivindicação aprovada foi a de aumentar a articulação entre a União e os governos estaduais e municipais na promoção de políticas públicas específicas.

Em todas as mesas e painéis, participantes relataram casos de violência contra a população LGBT. "Acolhemos uma lésbica que foi estuprada durante 30 dias por traficantes que queriam 'corrigir' sua orientação sexual. E o poder público nada fez", relatou uma delegada. Um transexual masculino afirmou ter sido vítima da violência policial no Nordeste: "disseram que se eu queria ser homem, deveria apanhar como homem", denunciou. E assim, durante toda a Conferência, os/as delegados/as trouxeram histórias de violência contra a população LGBT, mostrando que a ausência de políticas públicas efetivas do Estado em relação aos direitos desta população e a falta legislação específica contribuem para o agravante quadro de violação de direitos humanos.

"Os/as assistentes sociais são reconhecidos como profissionais que atendem às pessoas que vivenciam na perversidade cotidiana da sociedade capitalista os efeitos da questão social. A discriminação e a violência são uma destas expressões e, não por acaso, as que mais atingem a população LGBT. Buscar mudar essa realidade, em articulação com movimentos sociais, órgãos de defesa dos direitos humanos, entidades da própria categoria profissional, entre outros, construindo também uma prática de combate ao preconceito e buscando viabilizar o acesso a direitos e serviços, é uma contribuição imprescindível que o/a profissional de Serviço Social pode prestar", enfatizou o conselheiro do CFESS, Maurílio Matos.

Serviço Social e direitos da população LGBT
Não faltam instrumentos teórico-político-normativos do Conjunto CFESS-CRESS em relação à defesa dos direitos da população LGBT. A começar pelo Código de Ética do/a Assistente Social, que traz princípios em defesa da liberdade, autonomia, diversidade da pessoa humana, e de luta contra a discriminação por orientação sexual, gênero, identidade de gênero e etnia etc.

Em 2006, o Conjunto CFESS-CRESS lançou a campanha nacional pela liberdade de orientação e expressão sexual "O amor fala todas as línguas: assistente social na luta contra o preconceito", em parceria com o Instituto em Defesa da Diversidade Afetivo-Sexual (DIVAS), a Liga Brasileira de Lésbicas (LBL), a Articulação Brasileira de Lésbicas (ABL) e a Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transgêneros (ABGLT), e publicou a Resolução 489/2006, que estabelece normas vedando condutas discriminatórias ou preconceituosas, por orientação e expressão sexual por pessoas do mesmo sexo, no exercício profissional do/a assistente social.

Em 2010, o CFESS adotou o "Manual de Comunicação LGBT", que serve de orientação para imprensa e sociedade trazendo termos, leis, datas e outras informações que ajudam, sobretudo, os meios de comunicação a compreenderem a realidade e as necessidades do público LGBT.

E mais recentemente, publicou a Resolução CFESS nº 615/2011, de 8 de setembro de 2011, que permite à assistente social travesti e ao/à transexual a utilização do nome social na carteira e na cédula de identidade profissional. A normativa possibilita a utilização do nome social nas assinaturas decorrentes do trabalho desenvolvido pelo/a assistente social, juntamente com o número do registro profissional.

"Entretanto, ainda tem assistente social que não apreendeu esse conteúdo e sentimos isso na pele, ao sermos atendidas em Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS)", reclama a travesti e militante LGBT paraense Symmy Larrat. Segundo ela, é preciso aprofundar o debate com a categoria sobre a diversidade e o atendimento ao/à usuário/a LGBT. "Às vezes, vemos o despreparo de alguns/as profissionais assistentes sociais, a começar pela forma de se referir ao público LGBT", afirmou.

Mas para o assistente social e professor da UERJ, Guilherme Silva de Almeida, o Serviço Social, nos últimos anos, vem aprofundando a temática LGBT, pincipalmente no que diz respeito à produção acadêmica, o que contribui muito para o exercício profissional do/a assistente social. "A inserção da nossa profissão na questão dos direitos humanos LGBT precisa estar cada vez mais qualificada", apontou.

Guilherme falou também da importância da participação dos/as assistentes sociais na Conferência que, segundo ele, aumentou em relação à primeira edição, mostrando que o Serviço Social está se apropriando sim do debate sobre a diversidade humana. "Lembro-me que na 1ª Conferência, em uma discussão que participei em um grupo de trabalho, militantes do movimento LGBT mostravam pouco entendimento sobre o Serviço Social, mais especificamente sobre a Política de Assistência Social. Alguns/as até achavam que era 'corporativismo' nosso. Aí eu questionei que se elas/as achavam que não existia pessoa LGBT em situação de rua, pessoa LGBT em situação de extrema pobreza, adolescente LGBT, idoso/a LGBT, pessoa LGBT com deficiência, o Serviço Social não seria necessário. Hoje, o cenário é outro: um maior número de assistentes sociais na Conferência e uma demanda maior de usuários/as LGBT de Serviço Social", relatou.


Reunião com assistentes sociais foi importante para discutir a questão do Cadastro Único (foto: Rafael Werkema)

CFESS se reúne com assistentes sociais
Nem a falta de espaço, nem o horário desfavorável foram capazes de desmobilizar a reunião organizada pelo CFESS com os/as assistentes sociais presentes na 2ª Conferência Nacional de Direitos Humanos de LGBT. Mais de vinte profissionais e estudantes marcaram presença no encontro, que aconteceu no horário de almoço do dia 16/12.

Os/as conselheiros/as Maurílio Matos e Marylucia Mesquita, da Comissão de Ética e Direitos Humanos do CFESS (CEDH), conversaram por mais de uma hora sobre as ações do Conjunto CFESS-CRESS em defesa dos direitos da população LGBT. Foram apresentados os posicionamentos do CFESS na defesa intransigente dos direitos humanos, da liberdade como valor ético central e do combate a todas as formas de preconceito e discriminação que se afirmam por meio da reprodução do machismo, sexismo, racismo, homofobia/lesbofobia/transfobia – ao não respeito à diversidade humana.

Segundo a coordenadora da CEDH, Marylucia Mesquita, a reunião "foi fundamental para dar visibilidade a uma área de atuação que ainda se afirma como 'marginal' no âmbito profissional, uma vez que tanto a população LGBT, bem como os/as assistentes sociais que afirmam suas identidades políticas como lésbicas, travestis, gays e transexuais, enfrentam, cotidianamente, a homofobia/lesbofobia/transfobia institucional, fruto do sistema de dominação heterosexista". Ela fez questão de ressaltar as duas Resoluções do CFESS como subsídios importantes para a categoria e para a população LGBT no reconhecimento de seus direitos e a importância de os/as assistentes sociais divulgarem mais instrumentos e iniciativas.

Também na reunião foi discutida a questão da alteração do Cadastro Único no âmbito da Política de Assistência Social. "É um dos maiores desafios, uma vez que se trata de um instrumento que identifica e caracteriza as famílias, possibilitando conhecer sua realidade socioeconômica, trazendo informações do núcleo familiar e de cada um/a dos/as componentes da família. No entanto, a família LGBT não está visibilizada. Ora, se é com uma referência familiar heteronormativa que se trabalha, como estes/as usuários/as LGBT vão ter acesso aos seus direitos?", questionou Marylucia, afirmando que a população LGBT precisa ser reconhecida como usuária no Cadastro Único para, efetivamente, ter acesso aos programas e políticas sociais. "Por isso, é necessário que os/as assistentes sociais que atuam com esta população sistematizem suas experiências e invistam em pesquisas que permitam conhecer o perfil sócio econômico e cultural, para podermos identificar as reais necessidades e demandas desta população em quaisquer políticas, como Assistência Social, Saúde, Educação, Segurança, Habitação, dentre outras", completou.

Para Maurílio Matos, "a reunião mostrou que já há, nos diferentes cantos do Brasil, assistentes sociais que, no seu dia-a-dia, constroem uma prática profissional de combate às diferentes expressões de homofobia, lesbofobia e transfobia. Também percebemos que a reunião foi um espaço importante de articulação entre os/as profissionais, na defesa de propostas importantes nas suas áreas de ação profissional, especialmente nos campos da Previdência, da Assistência Social".


Adesivo distribuído na Conferência (ilustração: Rafael Werkema)


CFESS Manifesta, adesivo e cartaz
Também durante a reunião, o CFESS lançou, oficialmente, o manifesto "Assistentes sociais em defesa da Diversidade Humana", produzido especialmente para a 2ª Conferência. "O Conselho Federal representa, aproximadamente 110 mil assistentes sociais em todo o Brasil e atua em conjunto com 25 Conselhos Regionais na fiscalização e orientação do exercício profissional, na defesa de um projeto profissional vinculado a um projeto societário anticapitalista, não patriarcal, antirracista e não heterosexista. É com base nesse entendimento que, no âmbito de sua atuação na defesa de uma ética libertária e emancipatória e na defesa intransigente dos direitos humanos, nos empenhamos na eliminação de todas as formas de preconceito, recusa toda forma de arbítrio e autoritarismo. E dessa forma incentivamos o respeito à diversidade e à participação de grupos socialmente discriminados", afirma trecho do documento.

Um adesivo com os dizeres "Homofobia é crime. Aprovação do PLC 122 já" também foi distribuído.

E em resposta uma demanda dos CRESS e do próprio movimento LGBT, e cumprindo uma das deliberações do eixo Ética e Direitos Humanos do 40º Encontro Nacional CFESS-CRESS, o CFESS reimprimiu também cartazes da campanha "O amor fala todas as línguas: assistente social na luta contra o preconceito", que foi distribuído para os/as participantes. O material será enviado aos CRESS e Seccionais de Base para distribuição.


Cartaz "O amor fala todas as línguas" foi reimpresso e distribuído na Conferência (foto: Rafael Werkema)

Avaliação sobre a 2ª Conferência
Para militante da Liga Brasileira de Lésbicas (LBL), Marinalva Santana, o destaque da 2ª Conferência foi para a posição firme dos/as participantes em rejeitar veementemente o substitutivo da Senadora Marta Suplicy para o PLC 122/2006.

"A 2ª Conferência afirmou que a luta pela criminalização da homofobia/lesbofobia/transfobia permanece como uma das estratégias fundamentais da agenda de tendências do movimento LGBT críticas aos acordos realizados com perspectivas fundamentalistas que negam os princípios do Estado Laico", opinou Marylucia Mesquita, da CEDH-CFESS.

Ela afirmou que ainda falta orçamento público para as políticas LGBT, sobretudo no que se refere ao funcionamento dos Centros de Referência LGBT e demais equipamentos das políticas sociais, a exemplo de CRAS e CREAS, com profissionais qualificados/as devidamente para o enfrentamento à homofobia/lesbofobia/transfobia social e institucional. "Faltam recursos para realização de pesquisas que permitam traçar um perfil sócio econômico e cultural dessa população, possibilitando alcançar suas reais necessidades e demandas nas diferentes políticas sociais". E finalizou dizendo é necessário ampliar o número de assistentes sociais na defesa dos direitos humanos LGBT. "Essa luta não diz respeito apenas ao movimento LGBT ou a quem vivencia essa forma particular de opressão, mas sim a todos/as aqueles/as que acreditam e lutam pela construção de uma sociabilidade efetivamente libertária e com emancipação humana", completou.

(com informações da SEDH, Agência Brasil e ABGLT)

Leia o CFESS Manifesta sobre a 2ª Conferência Nacional de Políticas Públicas e Direitos Humanos de LGBT"

Baixe o adesivo "Homofobia é crime. Aprovação do PLC 122 já"

VEJA MAIS FOTOS


Plenários cheios para debate dos mais variados temas (foto: Rafael Werkema)



Grupos de trabalho discutem Saúde (foto: Rafael Werkema)



Assistentes sociais marcaram presença nos grupos de trabalho. Na foto, Guilherme Silva de Almeida e Marco José Duarte (foto: Rafael Werkema)



A conselheira do CFESS Marylucia Mesquita faz intervenção na mesa que discutiu Políticas Públicas e Direitos da População LGBT (foto: Rafael Werkema)


Grupo de trabalho discute propostas a serem levadas para a Plenária Final (foto: Rafael Werkema)
2012: Continuar na luta, seguir na resistência!
Leia a mensagem de fim de ano do CFESS aos/às companheiros/as de luta

Momentos de luta e reflexão dos/as assistentes sociais em 2011 (fotos e montagem: Diogo Adjuto)

Cada dia do ano de 2011 foi de muita luta e resistência às sutis e invasivas faces do capitalismo contemporâneo, que se alastra em todas as dimensões da vida social, negando o atendimento às necessidades humanas e gerando a “injustiça que passeia pelas ruas com passos seguros” (Bertold Brecht).

É um cenário avesso aos princípios ético-políticos que norteiam o Serviço Social brasileiro e que, por isso, tem movido mentes e corpos de centenas de profissionais, que agem coletivamente por uma nova ordem societária, alicerçada na liberdade e emancipação humana.

Essa é uma luta que, por vezes, nos dá a certeza de que vale a pena remar contra a maré, face aos tantos obstáculos que nos são impostos, mas que, ao mesmo tempo, fortalece nossa capacidade de resistir. A materialização dessa resistência se efetiva no cumprimento de nossas bandeiras de luta! E como foi árduo e profícuo o ano de 2011...

Resistimos quando seguimos com várias frentes de luta pela consolidação das 30 horas, em tempo de negação de direitos e precarização das condições de trabalho da classe trabalhadora.

Resistimos contra a lógica mercantil que invadiu a educação brasileira, quando lançamos a campanha "Educação não é fast-food: diga não para a graduação à distância em Serviço Social", a qual, por ferir frontalmente os interesses mercadológicos, foi censurada pela Justiça. Continuamos resistindo quando o CFESS aderiu à Campanha pela aplicação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil na educação, reafirmando nossa luta pelo direito a uma educação pública, de qualidade, laica e presencial.

Resistimos contra o imobilismo e o conformismo quando promovemos e participamos de diversas mobilizações e de articulações políticas, como a marcha da Jornada Nacional de Lutas, a Marcha das Margaridas, a II Marcha Nacional contra a Homofobia, a Frente Nacional contra a Privatização da Saúde, a adesão à Frente Nacional contra a Criminalização das Mulheres e pela Legalização do aborto; a presença em seminários do movimento da população de rua, do movimento dos sem-teto, no IV Congresso Nacional da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, e a participação nas Conferências Nacionais de assistência social, de saúde, da pessoa idosa, de políticas para as mulheres, da Juventude e LGBT.

Resistimos ao nos inserir, ativa e criticamente, em Conselhos, Fóruns e Conferências, com destaque para: Fórum Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (FNDCA), Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) e Conselho Nacional dos Direitos do Idoso (CNDI). Estas e outras representações, como no Conselho Nacional de Saúde (CNS), no Fórum dos trabalhadores do SUAS (FNTSUAS), no Fórum Nacional de Reforma Urbana (FNRU) e no Fórum das Entidades Nacionais dos Trabalhadores da Área de Saúde (FENTAS); que constituem espaços de socialização da política e de defesa dos nossos princípios, em defesa da universalização dos direitos.

Resistimos ao levar para a América Latina e Caribe nosso posicionamento frente à definição de Serviço Social da FITS, no 2º Encontro das Associações de Trabalhadores Sociais da Região Latinoamericana e Caribenha em Mendoza-Argentina.

Resistimos contra a onda conservadora em cada momento de capacitação do conjunto CFESS-CRESS, com vistas a qualificar a intervenção profissional e fortalecer nosso projeto ético-político, a exemplo da 10ª edição do Curso Ética em Movimento e do seminário Serviço Social e a questão urbana.

Resistimos ao silêncio com nosso grito de alerta nos 19 (dezenove) CFESS Manifesta produzidos, demarcando nossa posição política nas mais variadas questões e dimensões da vida, reafirmando nosso compromisso com a liberdade como um valor ético central, o respeito aos direitos humanos e a universalização dos direitos sociais, sob as bases de uma sociedade emancipada.

Há tanto ainda o que se lutar e resistir! Tantos desafios ainda a enfrentar! A certeza de que valeu a pena essa caminhada até aqui nos alimenta e nos energiza para prosseguirmos. Fortalecido/as coletivamente, seguiremos 2012 como mais um tempo de luta e resistência cotidiana às investidas desumanizantes do capital.

“ I
Eu vivo em tempos sombrios.
Uma linguagem sem malícia é sinal de
estupidez,
uma testa sem rugas é sinal de indiferença.
Aquele que ainda ri é porque ainda não
recebeu a terrível notícia.
Que tempos são esses, quando
falar sobre flores é quase um crime.
Pois significa silenciar sobre tanta injustiça?
Aquele que cruza tranqüilamente a rua
já está então inacessível aos amigos
que se encontram necessitados?
É verdade: eu ainda ganho o bastante para viver.
Mas acreditem: é por acaso. Nado do que eu faço
Dá-me o direito de comer quando eu tenho fome.
Por acaso estou sendo poupado.
(Se a minha sorte me deixa estou perdido!)
Dizem-me: come e bebe!
Fica feliz por teres o que tens!
Mas como é que posso comer e beber,
se a comida que eu como, eu tiro de quem tem fome?
se o copo de água que eu bebo, faz falta a
quem tem sede?
Mas apesar disso, eu continuo comendo e bebendo.

Eu queria ser um sábio.
Nos livros antigos está escrito o que é a sabedoria:
Manter-se afastado dos problemas do mundo
e sem medo passar o tempo que se tem para
viver na terra;
Seguir seu caminho sem violência,
pagar o mal com o bem,
não satisfazer os desejos, mas esquecê-los.
Sabedoria é isso!
Mas eu não consigo agir assim.
É verdade, eu vivo em tempos sombrios!”

II

Eu vim para a cidade no tempo da desordem,
quando a fome reinava.
Eu vim para o convívio dos homens no tempo
da revolta
e me revoltei ao lado deles.
Assim se passou o tempo
que me foi dado viver sobre a terra.
Eu comi o meu pão no meio das batalhas,
deitei-me entre os assassinos para dormir,
Fiz amor sem muita atenção
e não tive paciência com a natureza.
Assim se passou o tempo
que me foi dado viver sobre a terra.

III
Vocês, que vão emergir das ondas
em que nós perecemos, pensem,
quando falarem das nossas fraquezas,
nos tempos sombrios
de que vocês tiveram a sorte de escapar.
Nós existíamos através da luta de classes,
mudando mais seguidamente de países que de
sapatos, desesperados!
quando só havia injustiça e não havia revolta.
Nós sabemos:
o ódio contra a baixeza
também endurece os rostos!
A cólera contra a injustiça
faz a voz ficar rouca!
Infelizmente, nós,
que queríamos preparar o caminho para a
amizade,
não pudemos ser, nós mesmos, bons amigos.
Mas vocês, quando chegar o tempo
em que o homem seja amigo do homem,
pensem em nós
com um pouco de compreensão.

(Aos que virão depois de nós - Bertold Brecht)
CFESS avalia participação no Fórum Nacional DCA
Conselho Federal concluiu gestão em 2011

Reprodução do site do Fórum

Após atuar na Secretaria Nacional do Fórum Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (FNDCA) na gestão 2010-2011, o CFESS se despediu da direção da entidade e fez um balanço das atividades realizadas e dos desafios futuros que o novo secretariado tem pela frente. Juntamente com a Associação Brasileira de Magistrados, Promotores e Defensores Públicos da Infância e Adolescência – ABMP, com a União Catarinense de Educação – UCE/Marista e com a Aldeias Infantis SOS, o Conselho Federal reafirmou os compromissos na defesa dos direitos da criança e do adolescente.

A conselheira Erivã Velasco, que representou o CFESS no Fórum, avalia que é fundamental a participação do Serviço Social, já que há uma presença significativa de assistentes sociais na política voltada para a criança e o adolescente, seja na rede de atendimento, no planejamento, seja nos espaços de controle social. “Participar do Fórum reforça a nossa insistência em fazer incidência no processo de implementação da política, por denunciar as violações e ainda por articular sujeitos políticos sempre em nome do interesse da criança e do adolescente e do próprio processo de democratização das relações entre o Estado e a sociedade”, definiu.

Segundo ela, além das reuniões ordinárias do FNDCA com a sociedade civil, ao longo da gestão foi cumprida uma agenda de encontros, seminários e oficinas que debateram a pauta da infância-adolescência, especialmente de temas e questões exigentes de posicionamento e/ou manifestações públicas, como o SINASE, o Toque de recolher, o Depoimento sem dano, a redução da idade penal, entre outros. Outras atividades e reuniões do Secretariado ocorreram especialmente quando se exigiu a presença do Fórum, como reuniões com a ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), a participação em audiências públicas, em eventos de filiadas e parceiras e no projeto de monitoramento.

Além disso, o Fórum marcou presença nos debates de vários eventos sobre a temática, como Encontro sub-regional de violência contra crianças e adolescentes da sub-região Sul, no Paraguai; o Colóquio Interestadual “As Margens dos Direitos, o Impacto das Atividades Fluviais na vida de Crianças e Adolescentes” em Corumbá (MS); o lançamento do “Estudo sobre as políticas públicas de proteção à saúde infantil e materna no Brasil: um olhar especial para filhos de mães adolescentes” em Recife (PE); o seminário “ECA 21 anos: uma ação do setor empresarial e da SDH da Presidência da República pelo enfrentamento da exploração sexual de crianças e adolescentes” em Brasília (DF); o Conselho Sul brasileiro de Conselheiros dos Direitos e Tutelares (Congresul) em Joinvile (SC) e a Assembleia do Comitê Nacional de Enfrentamento a Violência Sexual contra crianças e adolescentes em Porto Velho (RO), dentre outros.

“Devemos avaliar a caminhada das últimas décadas no Brasil, questionando-nos de modo mais amplo para pensar este exercício da representação: o nível de realização dos direitos de crianças e adolescentes que alcançamos no Brasil, através de ações, programas e serviços de promoção dos seus direitos, em todas as políticas públicas”, avalia a conselheira do CFESS.

Ela observa que, para isso, é necessário considerar os avanços alcançados, tanto normativos como os político-programáticos e, igualmente, os retrocessos limitadores, que se transformam em desafios para o desenvolvimento de estratégias que possibilitem a construção de cenário mais favorável para a garantia, a promoção e proteção dos direitos humanos da infância e adolescência.

Por uma política inclusiva sobre drogas!
Frente Nacional sobre Drogas, da qual o CFESS participa, lança abaixo-assinado. Saiba mais

(Arte: Rafael Werkema)

Após a criação da Frente Nacional de Entidades pela Cidadania, Dignidade e Direitos Humanos na Política Nacional sobre Drogas no início de fevereiro, a coordenação do movimento, da qual o CFESS é membro, se reuniu no dia 11 de fevereiro em Brasília (DF) e lançou um abaixo assinado "por uma política inclusiva sobre drogas". (Clique para assinar)

Dirigido à presidente Dilma Roussef, a petição reivindica "o amplo debate com a sociedade civil, pela criação de uma política sobre drogas inclusiva e integral, que respeite as deliberações das Conferências Nacionais, orientada pelos princípios da luta antimanicomial, na perspectiva da redução de danos e pela garantia dos direitos humanos".

O texto continua, afirmando que os signatários "repudiam as internações compulsórias e involuntárias, que ensejam ações higienistas, policialescas e criminalizadoras, que têm caracterizado as intervenções de diversos governos municipais e estaduais contra as populações fragilizadas; reafirmam as recomendações da 14ª Conferência de Saúde e da 4ª Conferência de Saúde Mental, que vetaram a inclusão das Comunidades Terapêuticas como equipamento do SUS e, por isso, recusam o teor das portarias nº 3.088 de 23 de dezembro de 2011, nº 131 de 26 de janeiro de 2012 do Ministério da Saúde e do edital de chamamento público nº 2 de 26 de janeiro de 2012, que desrespeitam as decisões democráticas desses fóruns".

Além disso, como destaca a conselheira do CFESS Ramona Carlos, que representou o Conselho na reunião, outros encaminhamentos foram definidos. "Decidiu-se pela criação do Dia Nacional de Luta pela Cidadania, Dignidade e Direitos Humanos na Política Nacional sobre Drogas, em 2 de maio, quando a Frente planeja a realização de atividades culturais e audiências públicas em todo o Brasil", relata a conselheira.
Nessa mesma data, a Coordenação da Frente redefiniu o nome do movimento, a fim de facilitar a divulgação do mesmo, criando-se a nomenclatura de Frente Nacional Sobre Drogas e Direitos Humanos (FNDDH).

A ideia agora, segundo Ramona Carlos, é agendar uma reunião com a própria presidente Dilma, para pautar a temática e apresentar as reivindicações da Frente. "As entidades também trabalharão para agregar mais parceiros a essa luta, além de promover a realização de audiências com diferentes setores e a criação de um blog do movimento", finalizou. A Frente planeja ainda debater o assunto com os Ministérios da Saúde, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e da Justiça.

A próxima reunião da coordenação da Frente Nacional ocorrerá em São Paulo (SP), no dia 8 de março, seguido do encontro de todos/as os/as componentes do movimento, no dia 9. Durante os dois dias, a coordenação planejará as atividades do dia nacional de luta.
A data do encontro no dia 8 se deveu à ocorrência do ato "Ocupe a Alesp", promovido pela Frente Nacional de luta antimanicomial. O objetivo do ato é promover a criação de uma Frente Parlamentar Antimanicomial.

Apoio dos CRESS é fundamental
A conselheira do CFESS reforça ainda que a participação e articulação dos CRESS e Seccionais será fundamental para o fortalecimento da luta encampada pelo FNDDH. Visando a ampliar e fortalecer esta rede, a Frente pede o apoio dos Conselhos Regionais, por serem entidades regionais que integram a Frente, para que convidem entidades e movimentos identificados com esta questão, tais como: movimento da população de rua, núcleos da luta antimanicomial, grupos/entidades da redução de danos, movimentos ligados à Marcha da maconha, à luta antiproibicionista, aos direitos humanos, à luta antiprisional, dentre outros, a compor o Fórum Estadual/Regional pela Cidadania, Dignidade e Direitos Humanos na Política Nacional sobre Drogas.

Simpósio sobre Serviço Social no Mundo
Evento integrará Workshop e será aberto ao público. Inscrições para estudantes estão encerradas

Arte: Rafael Werkema


Nos dias 8 e 9 de março, o Rio de Janeiro sediará o Workshop sobre a definição de Serviço Social da Federação Internacional de Trabalhadores Sociais (FITS). O evento será divido em dois momentos: o primeiro, no dia 8/3, é reservado somente para integrantes das organizações nacionais e internacionais de Serviço Social. O segundo momento é aberto ao público, que poderá participar, a partir das 13h do dia 9/3, do Simpósio Internacional "Fundamentos e perspectivas do Serviço Social no Mundo: trabalho e formação profissional".

As inscrições para o Simpósio começaram segunda-feira (13/2) e estão encerradas. As vagas são limitadas, sendo 160 para assistentes sociais e 40 para estudantes. Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail secretaria3@cressrj.org.br.

Veja a programação

Um pouco mais sobre o workshop
A atual definição de Serviço Social da FITS, aprovada em 2000 na Conferência Mundial de Montreal (Canadá), não é compatível para as organizações de Serviço Social latino-americanas, incluindo o CFESS. "Existe uma dificuldade em contemplar, em um conceito mundial, as diferentes (e muitas vezes divergentes) perspectivas teórico-metodológicas existentes sobre a profissão", afirma a conselheira do CFESS Esther Luiza Lemos, da Comissão de Relações Internacionais.

Nesse sentido, o CFESS tem proposto uma definição de Serviço Social sintonizada com o projeto ético-político profissional brasileiro, comprometido com a construção de uma nova sociabilidade, e não uma profissão que tenha por objetivo a integração social no capitalismo, como dá a entender o atual texto da FITS.

No 2º Encontro das Associações de Trabalhadores Sociais da Região Latino-Americana e Caribenha e na 27ª Reunião do Comitê Mercosul de Associações Profissionais de Serviço Social realizados nos dias 24 a 26 de agosto de 2011, na cidade de Mendoza (Argentina), o Conselho Federal obteve o apoio dos países presentes (Argentina, Chile, Colômbia, Paraguai, Uruguai, Porto Rico, República Dominicana, Nicarágua e Peru) para aprofundar o debate e trazer aportes para o Workshop sobre o tema.

Ainda segundo a conselheira do CFESS, o Workshop será fundamental para a categoria. "O evento só tem sentido se compreendido como fruto de um processo que vem sendo construído pelos/as assistentes sociais brasileiros/as ao longo dos últimos anos. Ele não se esgota em si mesmo, pelo contrário, é uma mediação do projeto ético-político profissional e, como tal, aponta para o futuro. Num contexto de crise internacional, nossa profissão tem muito a contribuir, e lutamos para que esta contribuição esteja sintonizada com as conquistas teórico-metodológicas, técnico-operativas e ético-políticas produzidas pelo Serviço Social na América Latina", afirmou.
Serviço Social na Educação: uma luta do Conjunto CFESS-CRESS
Leia os documentos produzidos pelos Conselhos Federal e Regionais sobre a temática

Reprodução da capa da cartilha de 2001

Na última semana, a cartilha "Serviço Social na Educação", de 2001, sobre a inserção do/a assistente social nesse campo de atuação, foi disponibilizada no site do CFESS. O documento tem a finalidade de contribuir com o processo de discussão sobre a presença do Serviço Social na educação.

Para continuar essa discussão, o Conselho Pleno do CFESS aprovou a renovação do contrato de assessoria do professor Ney Teixeira, que já vem contribuindo neste debate, inclusive no processo de elaboração do documento "Subsídios para o Debate sobre Serviço Social na Educação", já encaminhado aos CRESS e Seccionais para contribuir nos debates sobre essa temática.

O intuito do documento é o de contribuir para o aprofundamento da reflexão sobre uma concepção de educação coerente com o projeto ético-político profissional que, por sua vez, oriente o debate das particularidades do trabalho do/a assistente social na política de Educação. No texto, o documento registra que "a inserção da/o assistente social na Educação, no Brasil, é tão remota quanto a história de nossa profissão neste país.

Mas é a partir do amadurecimento do projeto ético-político profissional, na década de 90, que se identifica uma crescente participação do Serviço Social na área da educação. Desde 1995, cresce o número de trabalhos científicos inscritos no CBAS nesta área. A partir do 30º Encontro Nacional, em 2001, pela primeira vez, houve proposições para esta área, que resultou na constituição de um Grupo de estudos sobre o Serviço Social na Educação. Este grupo construiu a brochura intitulada 'Serviço Social na Educação' (já disponível no site do CFESS), que problematizou a educação como direito social, a função social da escola , e a importância do Serviço Social nas escolas e na educação como um todo".

Também a partir desta ultima década, o Conjunto CFESS-CRESS vem monitorando mais assiduamente os projetos de lei para inserção do Serviço Social nesta política, nos estados e municípios (CRESS) e no país (CFESS). Durante a gestão CFESS-CRESS 2008-2011, o Grupo de Trabalho do Serviço Social na Educação se reconstituiu e, de lá até o presente momento, vem se reunindo regularmente para materializar as deliberações do Conjunto sobre o tema. Desde 2010, o GT conta com a assessoria do Prof Ney Teixeira, fundamental para organizar, estruturar, contribuir e sistematizar o Documento "Subsidios para o Serviço Social na Educação".

Evidentemente, este documento não inaugura uma discussão sobre o assunto, mas pretende contribuir, por meio de um levantamento de experiências em diferentes modalidades na área da educação, em que assistentes sociais estão inseridos/as hoje no Brasil, apresentar uma análise sobre produções teóricas, trazer orientações, como sugestão de conteúdo para proposições de projetos de lei sobre a inserção do Serviço Social na área, apontar as reflexões teóricas e políticas que permearam a constituição de GTs do Conjunto CFESS-CRESS sobre o Serviço Social na Educação, servir de referência para a construção de um documento final, após as discussões do l Seminário Serviço Social na Educação.

"Convidamos todas/os as/os assistentes sociais a ler este documento e a adensar a luta pela inserção da categoria na educação em todo o território brasileiro, aprofundando o debate entre nós, com os/as profissionais da área da educação, e com a sociedade, na certeza de que temos competência legal, teórica, operacional, ética e política para contribuirmos para a materialização da educação, como direito social fundamental na construção de uma sociedade emancipada", registra a conselheira do CFESS e integrante do GT, Maria Elisa Braga.

Seminário Nacional
Várias ações serão realizadas em 2012, na direção desta luta. A começar pela reunião da comissão organizadora do Seminário Nacional "Serviço Social na Educação", que ocorrerá nos dias 19 e 20 de janeiro de 2012, em Maceió (AL). A comissão, composta por integrantes do CFESS e do CRESS-AL, dará continuidade à preparação do evento.

Previsto para os dias 31 de maio e 1º de junho do próximo ano, o evento concretizará mais uma deliberação do 40º Encontro Nacional CFESS-CRESS, e será realizado na capital alagoana, Maceió, durante dois dias. Como tradicionalmente ocorre com eventos organizados pelo Conjunto, a inscrição será gratuita e o Seminário Nacional abrirá vagas para até 800 participantes. As informações sobre inscrições e programação serão divulgadas no site do CFESS, posteriormente.

Precedido pelos seminários regionais, o Seminário Nacional Serviço Social na Educação trará ao Conjunto CFESS-CRESS a oportunidade de debater um assunto que vem se configurando, ao longo da história de constituição da profissão, como demanda constante e crescente aos/às profissionais de Serviço Social, produzida com significativos e importantes avanços, porém permeada ainda por inúmeras dificuldades e incertezas, sobretudo no que se refere à forma de inserção profissional na política social de educação e à socialização do debate acumulado entre a categoria.

Para a conselheira Maria Elisa Braga, a participação da categoria no evento é fundamental para o aprofundamento da discussão sobre o tema na categoria. "A ideia é fortalecer as ações profissionais na política de Educação, bem como as lutas sociais em defesa de uma educação emancipadora, sempre na perspectiva da defesa dos direitos da classe trabalhadora, direção construída pelo Serviço Social brasileiro", definiu.

Leia o documento "Subsídios para o Debate sobre Serviço Social na Educação"

Veja a cartilha "Serviço Social na Educação", de 2001
Vem aí o plebiscito popular pelos 10% do PIB para a educação pública
CFESS é um dos apoiadores da Campanha. Participe!

Arte: divulgação

Entre os dias 6 de novembro e 6 de dezembro, ocorrerá em todo o Brasil um plebiscito popular, com a pergunta "Você concorda com o investimento de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) na Educação Pública já?". A atividade faz parte da campanha "10% do PIB para a Educação Pública, já!", que vem sendo discutida pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES-SN). O movimento já conta com 25 entidades nacionais, que assinaram o documento "Por que aplicar já 10% do PIB nacional na Educação Pública?", que convida a sociedade civil e as organizações dos/as trabalhadores/as a participar da ampla mobilização. A data do plebiscito foi definida no último encontro da coordenação executiva da campanha, realizado no dia 24 de outubro, no Rio de Janeiro (RJ).

O CFESS, que defende a educação pública, gratuita, laica e presencial, integra o movimento nacional, que já conta com diversos sujeitos, como o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), o Movimento Terra, Trabalho e Liberdade (MTL), a Central Sindical e Popular - Conlutas, a Assembléia Nacional dos Estudantes Livre (ANEL), entre outros.

Segundo o Comitê Executivo da Campanha, a consulta pública, um instrumento de diálogo com a classe trabalhadora, tem como objetivo sensibilizar a sociedade para a necessidade de aumentar imediatamente os recursos destinados pelos governos à educação pública. As urnas para coleta dos votos estarão espalhadas em todo o país em escolas, universidades, sindicatos, praças públicas, entre outros. A divulgação dos locais específicos será feita pelos comitês estaduais da campanha. (Clique aqui para se informar sobre como participar).

A votação também é feita pela internet. Clique e participe!

Para ampliar o alcance do movimento pela aplicação imediata de 10% do PIB na educação pública, foram lançados no mês de setembro um abaixo-assinado e um blog na internet. A página com o manifesto da campanha pode ser acessada no endereço http://dezporcentoja.blogspot.com/.

Marcha pelos 10% do PIB
Na última quarta-feira, 26 de outubro, o CFESS participou da Marcha pelos 10% do PIB para a Educação, realizada em Brasília (DF) pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e suas 43 entidades filiadas. A mobilização registrou cerca de 10 mil participantes, que caminharam rumo ao Congresso Nacional.

A conselheira Ramona Carlos, que esteve presente, afirmou que a mercantilização da política de educação brasileira requer a aliança dos defensores da educação pública e gratuita nessa estratégia de luta. "O CFESS não poderia deixar de participar, inclusive porque este movimento só vem reforçar a nossa Campanha "Educação não é fast-food: diga não para a graduação à distância em Serviço Social, censurada pela justiça, mas pela qual seguimos lutando", declarou.


Organizadores encheram a Esplanada dos Ministérios com placas pelos 10% do PIB (foto: CFESS)

Mas por que 10%?
Segundo o ANDES-SN, esta não é uma discussão de agora. Há mais de dez anos, os setores organizados ligados à educação formularam o Plano Nacional de Educação (PNE), no qual professores, entidades acadêmicas, sindicatos, movimentos sociais e estudantes elaboraram um cuidadoso diagnóstico da situação da educação brasileira, indicando metas concretas para a real universalização do direito de todos à educação. Segundo o estudo, é necessário um mínimo de investimento público da ordem de 10% do PIB nacional. Entretanto, hoje o Brasil aplica menos de 5% do PIB nacional em Educação. "Desde então já se passaram 14 anos e a proposta de Plano Nacional de Educação em debate no Congresso Nacional define a meta de atingir 7% do PIB na Educação em ... 2020!!!", alerta o documento.

"O argumento do Ministro da Educação, em recente audiência na Câmara dos Deputados, foi o de que não há recursos para avançar mais do que isso. Essa resposta não pode ser aceita. Investir desde já 10% do PIB na educação implicaria em um aumento dos gastos do governo na área em torno de 140 bilhões de reais. O Tribunal de Contas da União acaba de informar que só no ano de 2010 o governo repassou aos grupos empresariais 144 bilhões de reais na forma de isenções e incentivos fiscais. Mais de 40 bilhões estão prometidos para as obras da Copa e Olimpíadas. O Orçamento da União de 2011 prevê 950 bilhões de reais para pagamento de juros e amortização das dívidas externa e interna (apenas entre 1º de janeiro e 17 de junho deste ano já foram gastos pelo governo 364 bilhões de reais para este fim). O problema não é falta de verbas públicas. É preciso rever as prioridades dos gastos estatais em prol dos direitos sociais universais", diz outro trecho do documento.

Veja o documento do ANDES-SN assinado pelo CFESS
Liga de Basquetebol de Cabo Frio e KROLL Consultoria fazem parceria com a VIVO e anunciam seus novos números do VIVO Direto

Guilherme Kroll (diretor) - (22) 9777-7078
Alessandro (secretário-geral) - (22) 9777-7077
Luana (secretária-financeira) - (22) 9777-7076
Esses são os novos números do VIVO Direto que serão utilizados pelo setor administrativo da KROLL Consultoria e da LBCF.
Os números realizam chamadas via celular e via rádio.


Diretor da KROLL Consultoria Esportiva, Política e Cultural.


Nextel (22) 7811-4025  id  98*60396

Vivo (22) 9816-5652
Claro (22) 9269-0329
Tim (22) 8116-7774
Res (22) 2759-9330


www.krollconsultoria.blogspot.com
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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Vacinação contra hepatite B tem faixa etária ampliada de 25 a 29 anos

Foto: João Marcos

O Ministério da Saúde em 2012 ampliou a faixa etária de vacinação contra Hepatite B para o grupo de 25 a 29 anos, dando continuidade ao processo já iniciado.
O objetivo dessa extensão ocorreu devido a vulnerabilidade desta faixa etária, que precisa ser imunizada para alcançar coberturas vacinais adequadas e homogêneas no município.
A hepatite B é uma doença infecciosa, viral, universalmente prevalente como distribuição geográfica homogênea. Esta doença pode se desenvolver de forma assintomática ou sintomática e é responsável por grande número de casos de cirrose hepática e carcinoma hepático, em consequência de infecção crônica.
De acordo com a enfermeira Daniele Rosário, do Programa Municipal de Imunização de Macaé, a vacinação é uma medida de prevenção e controle mais segura e eficaz de maior impacto contra a hepatite B.
“O Ministério da Saúde ampliou a faixa etária que era de 0 a 20 anos para até 29 anos devido à vulnerabilidade desta faixa etária, entretanto, pessoas de outras idades também podem receber a vacina, desde que tenham indicação para tal: grávidas, médicos, dentistas, enfermeiros, profissionais que mantém contato com o público, profissionais que realizam coleta seletiva, pacientes reais crônicos, entre outros devem receber as três doses”, explicou. Daniele ressaltou ainda que, “após receber a vacina, num prazo de até seis meses o paciente deverá fazer o exame anti- HBS para saber se criou imunidade contra a doença. Em Macaé a vacinação para esta faixa etária já existia, porém, com este reforço do Ministério da Saúde a questão deverá ganhar mais ênfase”, acrescentou a enfermeira.

Jornalista: Ana Carolina Benjamin
Publicado em 31.01.2012 às 20h39

Completou 18 anos, esta na hora de fazer o Alistamento Militar 2012

Chegou a hora. O alistamento nas forças armadas sempre foi obrigatório para os rapazes que completam 18 anos.
Todos devem se apresentar para formalizar o tão temido serviço militar. De janeiro a abril; é este o período que a junta militar dispõe realizar gratuitamente a inscrição. Em Macaé, em média se apresentam por ano 1.100 rapazes, de acordo com o delegado responsável pela junta militar na cidade, tenente Carlos Valnei Viera Dias. A apresentação pode ser feita em qualquer dia da semana, na junta militar mais próxima.

Ao comparecer o candidato deverá informar se deseja ou não prestar serviço militar e deverá aguardar o período para saber se será dispensado do serviço ou não. Em Conceição de Macabu, por não ter quartel, os rapazes sobram. A responsável pela junta militar e chefe de gabinete Janaina Andrade, explica que, caso seja dispensado, o rapaz receberá o certificado correspondente ou o documento de reservista. “Assim que completar 18 anos é obrigado por lei o comparecimento a uma Junta Militar para o alistamento. O alistamento não é concurso público, não é um emprego, é uma obrigação”, disse.

O prazo para o alistamento militar 2012, para os que completam 18 anos em 2012, é de janeiro ao último dia útil do mês de abril. “Você que está com essa idade fique atento para não perder, e o certo é comparecer até a junta militar, e qualquer dúvida tirar com a atendente. Com mais interesse acesse o site e tire suas dúvidas, veja qual das três áreas é que mais se encaixa com sua personalidade ou a que atende a suas preferências: Exército, Marinha ou Aeronáutica. O que não pode é o rapaz ficar sem se alistar”, explicou.

Para encontrar o local de alistamento, conhecido como junta militar, ela recomenda que o interessado vá até o posto de alistamento na rodoviária da cidade e lá realize o alistamento. “Só lembrando que é necessário levar os documentos, munido de suas xeroxs e as fotos atualizadas. Não deixe para ir nos últimos dias de abril, vá já em janeiro ou fevereiro, quando o movimento é muito menor, e de preferência pela parte da manhã, assim não irá perder tempo, pois há locais onde as filas são enormes”, solicitou.

Para fazer o cadastro e ingressar é necessário que o interessado leve uma CPF original e Xerox, Identidade original e Xerox, 4 fotos 3×4, comprovante de residência original e Xerox e caso seja possível leve também certidão de nascimento e Xerox. “É obrigatório o alistamento como já havíamos falado, no Exército, Marinha ou Aeronáutica. Os locais de alistamento são diferenciados pela escolha do exercício e para melhor esclarecer as dúvidas você pode acessar o site do Exército Brasileiro, Marinha do Brasil ou Força Aérea Brasileira respectivamente”, concluiu.
Jornalista: Douglas Smmithy
Publicado em 24.02.2012 às 19h23
 

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Esta aberta as inscrições para o FIES

O que é o fies

O Fundo de Financiamento Estudantil(Fies) é um programa do Ministério da Educação destinado a financiar a graduação na educação superior de estudantes matriculados em instituições não gratuitas. Podem recorrer ao financiamento os estudantes matriculados em cursos superiores que tenham avaliação positiva nos processos conduzidos pelo Ministério da Educação.
Em 2010 o FIES passou a funcionar em um novo formato. O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) passou a ser o Agente Operador do Programa e os juros caíram para 3,4% ao ano. Além disso, passou a ser permitido ao estudante solicitar o financiamento em qualquer período do ano.
A câmara de vereadores de Cabo Frio começa o ano legislativo devendo ..... A boa notícia da semana foi o resultado da Auditoria na APAE-Cabo Frio, que fez .... Nada foi encontrado que desabonasse sua conduta e ela retorna a direção da  APAE - Cabo Frio. Com isso Nilza Miqueloti retorna a direção da APAE de cabeça erguida.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Bloco

Sucesso do Bloco da Educação Fisíca em Cabo Frio
BEIJA-FLOR SOCIAL
Sonho do Beija-Flor
“Sonho do Beija-Flor”: mais cidadania para a população de Nilópolis e cidades vizinhas
A inauguração, na última quinta-feira, 4, das novas instalações do projeto “Sonho do Beija-Flor”, na quadra da escola de samba Beija-Flor de Nilópolis, vai incrementar os projetos sociais e esportivos que funcionam na sede da azul-e-branco desde 2005. Nesta nova etapa, implantada graças à parceria com a Petrobras, a escola vai oferecer, a partir de agora, para a população do município e de cidades vizinhas aulas de informática, confecção de adereços para fantasias e alegorias, sapataria e formação em outras carreiras voltadas à indústria do Carnaval. A ampliação das atividades também contempla a área esportiva. Além das aulas de natação e de jiu-jitsu - já oferecidas a crianças e jovens da comunidade -, a Beija-Flor também vai difundir esportes como judô, vôlei e basquete, com a esperança de formar campões como Rodrigo da Conceição, de 22 anos, medalhista de bronze no Mundial de jiu-jitsu, disputado em São Paulo no final do ano passado, e o tricampeão brasileiro William Mello de Oliveira, de 18 anos.
Luiz Fernando Nery, gerente de Responsabilidade Social da Petrobras, definiu como um “casamento perfeito” a parceria feita com a escola.
- São duas grandes instituições: uma grande campeã do Carnaval carioca e a Petrobras, uma grande realizadora de projetos sociais. A Petrobras veio para ampliar o trabalho que a Beija-Flor já fazia – comentou o diretor da Petrobras, informando que a empresa repassou à escola R$ 1,5 milhão, quantia referente ao contrato que termina em abril deste ano, mas, que, segundo ele, deve ter continuidade. A meta da escola e da empresa é que, até abril, o número de crianças, jovens e adultos atendidos pelo projeto suba dos atuais 1.600 para três mil.
Para o deputado federal Simão Sessim (PP), a parceira com a Petrobras chegou em boa hora.
- A Beija-Flor já prestava um excelente trabalho no campo social voltado à sua comunidade. O estímulo de recursos da Petrobras permitiu a melhoria das instalações, aumentando a oferta de serviços que privilegiará a inclusão social dos mais carentes da comunidade de Nilópolis e adjacências – comemorou o parlamentar.
A inauguração da nova quadra poliesportiva e das novas dependências do projeto, situadas numa área de 2.000 m², contou com a presença do presidente da Beija-Flor, Farid Abraão David; do vice, Nelson David, e do presidente de honra Anísio Abraão David. Selminha Sorriso, porta-bandeira e responsável pelas escolinhas de passistas e de mestre-sala e porta-bandeira, além de Neguinho da Beija-Flor, intérprete oficial da escola, também prestigiaram a festa.

Sonho do Beija-Flor
“Sonho do Beija-Flor”: mais cidadania para a população de Nilópolis e cidades vizinhas
A inauguração, na última quinta-feira, 4, das novas instalações do projeto “Sonho do Beija-Flor”, na quadra da escola de samba Beija-Flor de Nilópolis, vai incrementar os projetos sociais e esportivos que funcionam na sede da azul-e-branco desde 2005. Nesta nova etapa, implantada graças à parceria com a Petrobras, a escola vai oferecer, a partir de agora, para a população do município e de cidades vizinhas aulas de informática, confecção de adereços para fantasias e alegorias, sapataria e formação em outras carreiras voltadas à indústria do Carnaval. A ampliação das atividades também contempla a área esportiva. Além das aulas de natação e de jiu-jitsu - já oferecidas a crianças e jovens da comunidade -, a Beija-Flor também vai difundir esportes como judô, vôlei e basquete, com a esperança de formar campões como Rodrigo da Conceição, de 22 anos, medalhista de bronze no Mundial de jiu-jitsu, disputado em São Paulo no final do ano passado, e o tricampeão brasileiro William Mello de Oliveira, de 18 anos.
Luiz Fernando Nery, gerente de Responsabilidade Social da Petrobras, definiu como um “casamento perfeito” a parceria feita com a escola.
- São duas grandes instituições: uma grande campeã do Carnaval carioca e a Petrobras, uma grande realizadora de projetos sociais. A Petrobras veio para ampliar o trabalho que a Beija-Flor já fazia – comentou o diretor da Petrobras, informando que a empresa repassou à escola R$ 1,5 milhão, quantia referente ao contrato que termina em abril deste ano, mas, que, segundo ele, deve ter continuidade. A meta da escola e da empresa é que, até abril, o número de crianças, jovens e adultos atendidos pelo projeto suba dos atuais 1.600 para três mil.
Para o deputado federal Simão Sessim (PP), a parceira com a Petrobras chegou em boa hora.
- A Beija-Flor já prestava um excelente trabalho no campo social voltado à sua comunidade. O estímulo de recursos da Petrobras permitiu a melhoria das instalações, aumentando a oferta de serviços que privilegiará a inclusão social dos mais carentes da comunidade de Nilópolis e adjacências – comemorou o parlamentar.
A inauguração da nova quadra poliesportiva e das novas dependências do projeto, situadas numa área de 2.000 m², contou com a presença do presidente da Beija-Flor, Farid Abraão David; do vice, Nelson David, e do presidente de honra Anísio Abraão David. Selminha Sorriso, porta-bandeira e responsável pelas escolinhas de passistas e de mestre-sala e porta-bandeira, além de Neguinho da Beija-Flor, intérprete oficial da escola, também prestigiaram a festa.

Acadêmicos da Rocinha forma jovens empreendedores no Rio de Janeiro


Déo Pessoa
Jovens de baixa participam do ‘Arte Cidadã’, que oferta oficinas profissionalizantes


O Carnaval não é mais a única atividade exercida pela Acadêmicos da Rocinha. Nesta semana, na quinta-feira (24), a escola de samba formará 60 jovens empreendedores, beneficiados pelo projeto ‘Arte Cidadã’, que promoveu cursos nas áreas de modelagem e corte, costura, adereçaria, decoração, chapelaria, aramistas, aderecistas, cenografia, entre outros.
A iniciativa, realizada pelo Núcleo de Responsabilidade Social da escola, batizado de Qualificar, tem como proposta criar oportunidades de inclusão social e melhorar a qualidade de vida dos moradores das comunidades da Rocinha, Vidigal, Vila Canoa e Parque da Cidade. Os alunos aprenderam na prática a arte do carnaval e trabalharam na confecção das fantasias e alegorias da escola para o carnaval do próximo ano.
Também foram ofertados cursos básicos de informática e de empreendedorismo, palestras e oficinas sobre legislação, saúde, planejamento familiar, diversidade cultural e étnica, sustentabilidade e cidadania. O projeto atende jovens de 15 a 29 anos em situação de vulnerabilidade social, matriculados na rede pública de ensino. Além da capacitação profissional, os beneficiados recebem, ainda, bolsa de estágio remunerado, transporte, lanche e material didático (bolsa mochila e material informativo).
Eles também têm acesso à internet para pesquisas, disponível também para uso da comunidade, no horário de 9h às 18h, de segunda a sexta-feiras. A iniciativa dispõe de 60 vagas no núcleo de capacitação, 1.200 no núcleo de cidadania e no curso básico de informática são 90 vagas bimestrais. A ação social tem duração de 12 meses.
As aulas teóricas possuem recursos audiovisuais e apostilas desenvolvidas para o projeto, sendo ministradas na quadra da escola de samba, instalada em São Conrado. As aulas práticas são realizadas no barracão da agremiação, contando com máquinas e materiais para confecção. As avaliações serão feitas por meio de testes objetivos, pesquisas trabalhos em grupo e individuais
Patrocinado pela Petrobras, em parceria com o Sebrae e outras instituições atuantes dentro da comunidade, o ‘Arte Cidadã’, já beneficiou 1.600 pessoas. A instituição já está com a lista de espera para a próxima edição do projeto aberta. Os interessados precisam ter 15 anos no mínimo, estudar na rede pública de ensino e ser morador da Rocinha ou adjacências. A meta é chegar aos 10 mil atendimentos.
A proposta faz parte do planejamento responsável da escola, adotado em 2005. O Qualificar tem em sua estrutura montada na quadra e no barracão da agremiação salas de aula, biblioteca, cinema, galpão de artes e um espaço de inclusão digital. Nesse espaço são promovidas ações sócio-culturais para os componentes da agremiação, moradores das comunidades diretamente assistidas e alunos da rede pública de ensino da região.
O CARNAVAL COMO FERRAMENTA CULTURAL E DE INCLUSÃO SOCIAL.
RS

Gente que samba é feliz

“Entrelaçando os destinos da Agremiação com o da comunidade que a cerca, o Departamento de Projetos Sociais , fixou sua missão: investir e transformar o G.R.E.S. Portela, em um polo irradiador de Projetos Sociais, culturais e esportivos, visando a torná-lo capaz de encaminhar e dignificar a comunidade assistida“.
É CARNAVAL...Julina Paes na Sapucaí.
Eu está lá!!!